Categoria: Citações

Liberalmente destinado a consumir-se a si…

«A direita não é hoje mais do que a esquerda no culminar da sua fase senil. A guerra ao sagrado, nunca finalizada pela esquerda, é mais eficazmente conduzida pela direita ocidentalista, e não com a construção racional da ciência, mas com as bandeiras da liberdade e da democracia, duas ilusões que não têm sequer necessidade de alimentar utopias mas apenas de formal enunciação. Onde o materialismo científico falhou, o Pentágono triunfa, com o chapéu de ideias da direita liberal que impõe o modelo único do indivíduo constrangido a um único destino: o consumo. E a consumir-se a si.»

Pietrangelo Buttafuoco, Cabaret Voltaire- L’Islam, Il Sacro, L’Occidente,Ed. Bompiani, p. 36

Da guerra justa…

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«A guerra é uma coisa feia, mas não é a mais feia das coisas: O decadente e degradado estado de sentimento moral e patriótico que acha que nada vale uma guerra é pior. Quando um povo é usado como mero instrumento humano para disparar canhões ou usar baionetas, ao serviço e para os propósitos egoístas de um dono, tal guerra degrada um povo. Uma guerra para proteger outros homens contra a injustiça tirânica, uma guerra para alcançar a vitória das suas próprias ideias de certo e bom, e que portanto é a sua própria guerra, travada de livre vontade por um propósito honesto, é frequentemente o meio de regeneração. Um homem que não tem nada pelo qual esteja disposto a lutar, nada que lhe importe mais do que o seu conforto pessoal é uma criatura miserável que não tem qualquer possibilidade de ser livre, a não ser pelos esforços de homens melhores do que ele.»

John Stuart Mill, The Contest in America, Dissertations and Discussions, vol. 1, p. 26

Contra a hierarquia do dinheiro

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«Há uma tirania à qual jamais nos poderemos submeter: é a das leis económicas. Porque, sendo um facto que ela é totalmente estrangeira à nossa natureza, é-nos impossível progredir nela. Ela torna-se insuportável porque é de um grau demasiado baixo. É aí que se encontra o critério; é aí que é preciso escolher mesmo sem pedir provas. Ou temos ou não temos o sentido da hierarquia dos valores, e qualquer discussão é impossível com aqueles que invertem esta hierarquia»

Ernst Von Salomon in Os Reprovados

Os envergonhados

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«Por cobardia ou por estupidez, levam a cabo a política dos nossos inimigos. É o inimigo que os define. E eles permitem-no. Conformam-se à imagem desenhada pelo inimigo. Acusam-nos de etnicismo e eles desculpam-se. Acusam-nos de xenofobia, de racismo, de anti-semitismo e eles desculpam-se. Passam a vida a desculpar-se, quais colonizados. A desculpar-se de pensar, de existir, de ser.»

Pierre Falardeau

Da virilidade

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«Aqui a virilidade é rara: é por isso que as mulheres se tornam viris. Porque só aquele que é suficientemente homem pode salvar a mulher na mulher!»

F.W.Nietzsche, Assim Falou Zaratustra, 3º Parte – Da Virtude que Diminui

Procurar a verdade é um acto de coragem

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«A que Comissariado dos Arquivos Pós-Fabricados pertencem? A que Ministério do Passado Reconstruído? A que nova Inquisição Internacional? Pouco importa! Chegam demasiado tarde. Já passei a porta. Tornei-me invulnerável. Tornei-me uma testemunha que deve ser decapitada. Mas sob o cutelo continuarei a demonstrar a falsificação. A provar, pelos factos, pelo encadeamento dos factos, que isso não se passou como vocês pretendem, e que, como o Norte verdadeiro e o Norte aparente das bússolas, o ontem verdadeiro não é o ontem aparente que vocês inventam para justificar a vossa actuação sobre o presente e construir amanhãs onde apenas serão cantadas as vossas canções!»

François Brigneau, “L’interrogatoire : Une histoire ambigue sur l’antisémitisme, la guerre, l’amour, la vieillesse, la mort et la tendresse homme-chien”

Mad props para o Éric

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“É preciso perceber que nem tudo é cultura e que existe uma hierarquia: o rap é uma subcultura de analfabetos…”

Éric Zemmour, no programa televisivo “L’Hebdo” da France Ô, a 12 de Dezembro, sobre o tema: “França, cultura morta ou mestiça?”

Para bons entendedores…

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«Em geral, o sistema proteccionista é conservador, enquanto o sistema de comércio-livre é destrutivo. Desagrega antigas nacionalidades e leva o antagonismo entre o proletariado e a burguesia ao ponto extremo. Numa palavra, o sistema de comércio-livre apressa a revolução social. É apenas neste sentido revolucionário que voto em favor do comércio-livre»

Karl Marx, “On the Question of Free Trade”,9 de Janeiro de 1948

Coisas giras do ano que acabou

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Francesco Cossiga, italiano, professor catedrático de Direito Constitucional na Universidade de Sassari, o mais jovem Secretário de Estado da Defesa no 3º Governo de Aldo Moro, o mais jovem Ministro do Interior, o mais jovem presidente do Senado italiano e, por fim, o mais jovem Presidente da República… senador vitalício.

Francesco Cossiga, também responsável máximo pela reestruturação dos serviços secretos italianos, conhecedor e conivente com a acção em Itália da rede Gládio, organização paramilitar ali estabelecida pela CIA e pelos serviços secretos britânicos (e em vários outros países europeus, com outras designações) para salvaguarda e avanço dos interesses políticos e económicos da “NATO” sobre a Europa.

Um homem, portanto, que independentemente do juízo valorativo que sobre ele seja feito, se movimenta nas mais altas esferas da informação e do poder…

Diz, em entrevista ao Corriere della Sera, jornal diário mais vendido de Itália, em 30 de Novembro do ano que findou, a propósito de uma suposta falsificação de um daqueles vídeos em que aparece Bin Laden:

«De ambientes próximos do Palácio Chigi [NdT: sede do governo], centro nevrálgico de direcção dos serviços de informação italianos, faz-se notar que a não autenticidade do vídeo é provada pelo facto de Osama Bin Laden nele [vídeo] confessar que a Al Qaeda teria sido responsável pelo atentado de 11 de Setembro às duas torres em Nova Iorque, enquanto que todos os meios democráticos da América e Europa, e em primeiro plano os do centro-esquerda italiano, sabem muito bem que o desastroso atentado foi planeado e realizado pela CIA e pela Mossad com a ajuda do mundo sionista para colocar sob acusação os países árabes e para induzir as potências ocidentais a intervir seja no Iraque, seja no Afeganistão».

Mística

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«Se fosse absolutamente necessário situar e catalogar o fascismo em termos parlamentares, então este último poderia, sem mais, colocar-se a igual distância da extrema-direita e da extrema-esquerda, por detrás da bancada do Presidente da Assembleia, de costas para o Parlamento e com o rosto e o coração voltados para o povo e a sociedade.»

Robert Aron e Arnaud Dandieu, La Révolution nécessaire, Paris, Jean-Michel Place, 1993 (Ed. original 1933)

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