Ocupação

by RNPD

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Nos últimos 25 anos o crescimento do número de imigrantes em Portugal tem sido acentuado e as estimativas oficiais apontam para cerca de 500 000 actualmente, sem contar com os ilegais.

Para se ter uma ideia da evolução destas tendências demográficas no país note-se que entre 1985 e 2005, em 20 anos, portanto, o número de residentes estrangeiros aumentou 247% (sendo que este dado, isoladamente, não permite delinear uma análise completa da transformação populacional na pátria, uma vez que estão excluídas dali as autorizações de permanência, os números dos ilegais e, naturalmente, não comporta qualquer consideração sobre os muitos imigrantes que entretanto conseguem, pelos ridículos processos burocráticos existentes, a nacionalidade portuguesa).

Mas apesar de ser um dado assustador a situação é, na realidade, ainda mais gravosa, já que a população portuguesa apresenta taxas de natalidade muito baixas e as populações que chegam apresentam taxas mais elevadas, sobretudo as africanas, o que induz, para lá das migrações, uma aceleração do processo de metamorfose populacional em curso.

Se numa situação de normalidade, de sanidade, estes factos deveriam mobilizar, por si só, uma reacção determinada do povo e dos corpos dirigentes da nação, se estes dados poderiam pressupor uma situação limite, um mal dificilmente superável, a verdade é que a nossa situação nada tem de normal ou sã; não só os valores do Estado estão subvertidos como o Estado está apostado em acorrentar a reacção da nação, ou seja, em propagar e impor a sua demência ao povo.

E isto é particularmente importante porque a torrente de imigração para a Europa irá aumentar nas próximas décadas para níveis inéditos, o que significa que ainda não vimos mais do que a “ponta do iceberg”. O relatório da ONU sobre as tendências demográficas no mundo, apresentado este mês, é muito claro e chegou às seguintes conclusões (*):

– Até 2050 cerca de 2,2 milhões de imigrantes do terceiro mundo chegarão, por ano, aos países mais desenvolvidos,

– Nas próximas quatro décadas o aumento populacional global será sem precedentes na História da humanidade,

– Haverão biliões de pessoas a mais em África, Ásia e Médio Oriente, sendo que destas pessoas dezenas de milhões migrarão para a Europa e América enquanto a população nativa dos países ocidentais estagnará ou diminuirá,

– O nível da imigração em massa, sustentada, será nas próximas 4 décadas sem precedentes,

– Destes imigrantes cerca de 400 000 virão anualmente de África e 1,2 milhões virão anualmente da Ásia.

E neste contexto como é que reagiram o Governo e os partidos políticos portugueses? Simplesmente aprovaram uma alteração à lei da nacionalidade que facilitou a sua aquisição por parte dos imigrantes e criaram uma nova lei da imigração que facilita a entrada no país a estrangeiros. Isto é, quando a dimensão do problema atinge níveis assombrosos e ainda se espera um aumento sem precedentes, a resposta dos dirigentes políticos nacionais foi a liberalização da lei de imigração acompanhada de um reforço do direito de solo sobre o direito de sangue na lei da nacionalidade.

E por que é que a conjugação destas duas alterações legislativas é particularmente importante para as forças políticas do regime? Precisamente porque, estando conscientes de que a dimensão da Invasão ganhará contornos muito acentuados nos tempos mais próximos, que levarão a rejeições instintivas da população, a deturpação da lei da nacionalidade permitirá, num discurso então ornamentado com “ dados oficiais, estatísticas, racionalidade, objectividade, etc.”, explicar ao povo descontente que aquilo que ele vê e sente na rua é ilusório, fruto da sua imaginação ou de um qualquer síndrome racista que é urgente tratar e em relação ao qual se deve sentir culpado, pois que afinal “ a percentagem de estrangeiros até poderia ser bastante mais elevada”. Pudera, uma parte dos imigrantes irá obtendo, com relativa simplicidade, a cidadania portuguesa, precisamente graças à alteração da lei da nacionalidade…

Mas a juntar à estratégia jurídica e à crescente intoxicação propagandística, cheia de “direitos humanos universalistas”, de “valores liberais”, de “fraternidades universais”, de “culpabilizações racistas”, é depois fundamental calar e estigmatizar as forças de resistência nacional. E é por isso que assistimos à união de todas as sensibilidades políticas, da esquerda à direita, contra o PNR, com o intuito de o silenciar( até mesmo definitivamente).

Porque no cenário desta substituição populacional que a Europa está a sofrer e na antecâmara da anunciada aceleração da Invasão o sistema tem plena consciência de que, ao nível partidário, e portanto do voto democrático, só ali o povo poderá encontrar um espaço de contestação, de liberdade, de refutação de mentiras e de desintoxicação intelectual, e é desse espaço que o sistema não pretende que o povo disponha, já que, em face do que revelam os números da evolução da imigração em Portugal e as projecções da ONU, o discurso nacionalista será cada vez mais incómodo, mais perigoso para os que pretendem manipular a população através de projectos de engenharia social inconfessáveis sem que haja quem os possa denunciar.

(*) UN predicts huge migration to rich countries