O inexorável suicídio da Europa

by RNPD

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Texto publicado no Les 4 Vérités e da autoria de Christian Lambert, antigo embaixador francês.

Bruxelas admite oficialmente que entram na União Europeia, em cada ano, cerca de 550 000 imigrantes provenientes de África, do Médio Oriente e da China, mais os sul-americanos. Na realidade são o dobro, ou seja, mais de um milhão.

Vamos analisá-lo brevemente país por país.

Actualmente a Itália leva o prémio. Para que o soubéssemos foi necessário que um cigano tivesse agredido, violado e morto uma jovem italiana. Roma viu-se então obrigada a revelar que a Itália, um país ainda pior governado do que a França, o que não é dizer pouco, conta agora com 3,7 milhões de imigrantes, números oficiais, que 700 000 recém-chegados foram registrados em 2006 e que 560 000 ciganos ali se fixaram. Mais de 100 000 dentre eles chegaram depois do 1º de Janeiro de 2007, portanto em dez meses. Mais de 50% da delinquência em Itália é da responsabilidade destes «romenos». Ademais, entram em Itália por ano, via Ilha de Lampedusa, cerca de 60 000 imigrantes provenientes da Tunísia e da Líbia, onde o coronel Kadhafi reconhece que o seu país está invadido por «sub-saharianos» à espera de entrar na Europa e que acabarão por aqui chegar. De modo geral, é fácil penetrar na Europa pela Itália onde a Administração é laxista.

Na Grécia é pior e Chipre é uma das grandes portas de penetração na Europa.

Em França nada mudou. Podemos considerar que continuam a entrar no país 350 000 novos imigrantes por ano, 70% provenientes de África. O número de vistos concedidos não diminuiu. É sempre mais de 2 milhões – 2 038 000 em 2006 – o que prova que a luta contra a imigração é, como o resto, puramente verbal.

A este propósito, noto de passagem que a comarca de Aulnay-sous-Bois, em Seine-Saint-Denis, acaba de conhecer quatro dias e noites de combates de rua entre bandos de «afro-magrebinos» e as forças da ordem, segundo a própria imprensa. Em Villiers-le-Bel, Val d’Oise, é ainda mais grave. A polícia, atacada a tiro, revelou-se impotente. Estes motins, para serem controlados, exigem já unidades militares especializadas no combate de rua, sobretudo desde que se acumulam nos subúrbios stocks de armas vindos dos Balcãs.

Na Alemanha encontram-se 4 milhões de turcos, com novas chegadas todos os dias. Um alemão confiou-me que os turcos islamistas se sentiam muito mais à vontade para praticar e exercer as suas actividades na Alemanha do que na própria Turquia muçulmana!

Na Grã-Bretanha 50 poderosas associações muçulmanas controlam milhões de fiéis, maioritariamente paquistaneses. Encontramos agora no Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte, sob o sorriso de sua graciosa Majestade muito cristã, escolas corânicas onde as crianças podem ser recrutadas para fazerem de kamikazes com carros armadilhados.

Em Espanha, o sul está invadido por vários milhões de muçulmanos de origem magrebina. A Reconquista anunciada da Andaluzia pela Al-Qaida está no bom caminho. E depois, pelas Canárias chegam por ano cerca de 50 000 africanos vindos do Senegal e do Mali que são reconfortados, tratados, alimentados e transportados para o continente, onde recebem papéis e dinheiro, o que permite a muitos dirigirem-se para França, rumo a Montreuil.

Na Holanda, onde vivem numerosos magrebinos, antilhenses e indonésios muçulmanos, os problemas graves multiplicam-se, a imprensa escreve que a situação é «à francesa», ou seja, lojas pilhadas, carros incendiados, confrontos violentos com as forças da ordem.

A Escandinávia não está excluída, observamos que a Noruega, para acompanhar os tempos modernos, descobriu e recrutou, como ministra do seu governo, uma negra, francófona e originária da Martinica.

Acrescento que não há nenhuma politica comum europeia de imigração. A Espanha e a Itália regularizaram milhões de clandestinos – formidável incentivo para os restantes – sem mesmo informarem os seus vizinhos.

Pelo contrário, nos países de Leste nada de imigrantes. Porquê? Porque os países de Leste, que sofreram o comunismo e que por isso são menos desenvolvidos, não distribuem subsídios, alojamentos, saúde e ensino gratuitos.

Alguns dizem que não se deve dramatizar. As grandes invasões do século IV ao VII não acabaram por se resolver? Grande ignorância. É preciso saber, de facto, que estas invasões não tiveram mais que um efeito limitado sobre a população da França nascente. Na realidade, geralmente os bandos de invasores, os saqueadores, não contavam com mais que uns milhares de indivíduos que não se fixaram em França, com excepção dos francos a leste. De resto, muito rapidamente, estes bárbaros converteram-se ao cristianismo, mais exactamente ao arianismo.

É verdade que, à época, a monarquia não distribuía a estes bárbaros subsídios e ajudas de todos os tipos, declarando: « vocês são uma mais-valia para o país. Venham massivamente para junto de nós trazendo as vossas grandes e belas famílias». À época ainda tínhamos bom-senso.

E agora, o que se vai passar? No curto e médio prazo a vaga de imigração vai continuar. Os problemas, que nunca foram tão grandes, vão continuar a estender-se e agravar-se, e no longo prazo, a Europa, que criou a mais bela civilização da humanidade, desaparecerá.