O crepúsculo da raça branca

by RNPD

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Bonnal Nicolas no Les 4 Vérités.

Podemos dizer que os financeiros que tomaram na mão o nosso destino, desgraçadamente à época de Reagan e Tatcher, atingiram um objectivo que a União Soviética não podia projectar: a destruição do nosso tecido industrial (os EUA são mesmo importadores de alimentos, agora). E foi mesmo Paul Samuelson, prémio Nobel da economia, que evocou recentemente Frankenstein a propósito dos nossos produtos financeiros, os chamados derivados. Fomos também arruinados, nós os Brancos, pelo nosso mercado imobiliário, do qual ainda não acabámos de pagar o preço, de Madrid a Miami, de Londres a Marselha. Esta ganância de vistas curtas revela também um declínio intelectual profundo, um rebaixamento do raciocínio.

Esta intoxicação financeira veio ao mesmo tempo que a invasão terceiro-mundista, ao início dos anos 80. Há trinta milhões de afro-islamistas na Europa. E hoje em dia qualquer país islâmico, como a Líbia ou a Argélia, pode esbofetear-nos no plano diplomático sem que reajamos. Esse é também o caso do Chade, o que pode parecer quase uma palhaçada ou um pesadelo, dada a nulidade de tal Estado.

Os dois grandes blocos ocidentais, que correspondiam ao espraiamento da raça branca, estão em vias de pulverização. A Europa conheceu uma imigração africana e islâmica enorme desde há 30 anos, e a América do Norte foi invadida por asiáticos, hispânicos e mesmo africanos (para o “New York Times”, chegaram mais deles em 10 anos do que em dois séculos de escravatura).

O mais exasperante é que a culpabilização prossegue. De cada vez o discurso reactivo é o mesmo: culpa-se o Branco de racismo, e somente o Branco (é possivelmente a prova da sua superioridade, uma homenagem do vício à virtude…). Quando o Zimbabué massacra os fazendeiros brancos que alimentavam a saudosa Rodésia, está muito bem; quando num subúrbio afro-islâmico matam, roubam e incendeiam, está novamente muito bem, e são os polícias brancos que para lá enviámos para se deixarem matar sem armas que são perseguidos. Quando um Branco reage, está muito mal. E quando evocamos o nosso crepúsculo, demográfico ou outro, está muito mal. Os russos só têm que se mentalizar, visto que a Sibéria está prometida aos chineses, não é?

É espantoso constatar que, como dizia acima, tudo começou por uma destruição da cultura, destruição que pôde disseminar a sua nocividade de uma forma sistemática desde os anos cinquenta. Quando comparamos a nossa literatura com a de há um século atrás, o cinema americano, sueco, italiano ao de há cinquenta anos, não podemos deixar de ficar aterrorizados. Mesmo a cultura pop ou rock evaporou-se. E os marxistas que nos prometiam a vitória das infra-estruturas sobre as super-estruturas podem esfregar as mãos. Porque, como haviam bem visto George Steiner ou Allan Bloom, hoje Finkielkraut, foram eles que destruíram a nossa cultura, em 90% dos casos. Os 10% restantes foram obra de uma classe política cobarde e irresponsável que se entrega à luxúria, em Louxor ou noutro lado.

Não sei se nos levantaremos da nossa ruína intelectual, imobiliária ou industrial, se teremos um chefe de Estado ocidental capaz de nos salvar. As próximas eleições americanas serão fatídicas; e dar-se-ão então os anos decisivos que anunciava Spengler: Deixar-nos-emos destruir ou reagiremos?