Coisas giras do ano que acabou

by RNPD

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Francesco Cossiga, italiano, professor catedrático de Direito Constitucional na Universidade de Sassari, o mais jovem Secretário de Estado da Defesa no 3º Governo de Aldo Moro, o mais jovem Ministro do Interior, o mais jovem presidente do Senado italiano e, por fim, o mais jovem Presidente da República… senador vitalício.

Francesco Cossiga, também responsável máximo pela reestruturação dos serviços secretos italianos, conhecedor e conivente com a acção em Itália da rede Gládio, organização paramilitar ali estabelecida pela CIA e pelos serviços secretos britânicos (e em vários outros países europeus, com outras designações) para salvaguarda e avanço dos interesses políticos e económicos da “NATO” sobre a Europa.

Um homem, portanto, que independentemente do juízo valorativo que sobre ele seja feito, se movimenta nas mais altas esferas da informação e do poder…

Diz, em entrevista ao Corriere della Sera, jornal diário mais vendido de Itália, em 30 de Novembro do ano que findou, a propósito de uma suposta falsificação de um daqueles vídeos em que aparece Bin Laden:

«De ambientes próximos do Palácio Chigi [NdT: sede do governo], centro nevrálgico de direcção dos serviços de informação italianos, faz-se notar que a não autenticidade do vídeo é provada pelo facto de Osama Bin Laden nele [vídeo] confessar que a Al Qaeda teria sido responsável pelo atentado de 11 de Setembro às duas torres em Nova Iorque, enquanto que todos os meios democráticos da América e Europa, e em primeiro plano os do centro-esquerda italiano, sabem muito bem que o desastroso atentado foi planeado e realizado pela CIA e pela Mossad com a ajuda do mundo sionista para colocar sob acusação os países árabes e para induzir as potências ocidentais a intervir seja no Iraque, seja no Afeganistão».