A liberdade para não pensar

by RNPD

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«Acho óptimo que os americanos possam escolher. Vivemos num país em que podemos escolher entre o casamento com pessoas do mesmo sexo ou de sexo oposto… mas sabe que mais? eu acredito que um casamento deve ser entre um homem e uma mulher. Sem querer ofender ninguém, essa é a forma como fui educada e é aquilo em que acredito.»

Esta foi a resposta dada por Carrie Prejean, concorrente ao título Miss América 2009, a um juiz que lhe pedira a opinião sobre a legalização do casamento gay em todos os Estados do país.

Carrie não só perdeu a possibilidade de ganhar o concurso por causa da sua opinião como ainda foi chamada “cabra estúpida” pelo mesmo juiz que lhe fizera a pergunta. Mais tarde o dito senhor ainda acrescentou que a vontade dele não era chamar-lhe “cabra” mas “cona”.

Curiosamente é sobre ela que cai o ónus da “intolerância” e do “ódio”.

É sintomático do que está a suceder no “Ocidente”; não são aceitáveis opiniões que coloquem em causa as religiosidades políticas vigentes: todas as culturas são igualmente válidas, todos os homens são, ou devem ser, iguais e toda a espécie de comportamentos tem necessariamente de ser aceite, se não… toquem as sirenes porque é a “discriminação”! E a “discriminação”, como todos sabemos, é o maior e mais execrável crime que se pode cometer…ou melhor, corrijo, que se pode sequer pensar em cometer!

O mesmo membro do júri que a atacara acrescentaria em entrevista televisiva: «Sim. Espero da Miss América que seja politicamente correcta.»

Nas sociedades ocidentais, as tais cuja propaganda se baseia na liberdade, somos livres de pensar o que quisermos mas no recanto dos nossos quartos, porque a partir do momento em que as nossas opiniões ganham expressão pública apenas é seguro pensar aquilo que está previamente aprovado, o que foi decidido ser “politicamente correcto”, ou seja, somos constrangidos a não pensar! Cómica liberdade…