A Bela Vista

by RNPD

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Regressaram os motins urbanos, agora no Bairro da Bela Vista, em Setúbal.

Aquele bairro, como os outros bairros onde aquele tipo de situações tem sucedido, cá dentro como lá fora, é largamente habitado por imigrantes e descendentes de imigrantes não-europeus!

E contudo, não há quem seja capaz de dizer publicamente algo tão evidente e simples quanto isto, como se todos fingissem não ver o elefante no meio da sala: a imigração massiva é uma parte fundamental na equação que explica este tipo de problemas (a par da cultura de «anti-autoridade» e do «materialismo consumista» que se instalaram nas nossas sociedades). Porque, muito simplesmente, de todos os tabus que nos são hoje impostos, a benignidade da imigração é o maior de todos, o mais sagrado dos cânones.

E a ladainha acaba por ser sempre a mesma, desculpar os criminosos, transformando-os em inimputáveis vítimas. Porque aquela escumalha, incapaz de respeitar a cultura e o povo que lhes permitiu fugir do pardieiro que são as suas sociedades de origem, aqueles bandos de vagabundos, parasitas e delinquentes, que odeiam trabalhar, mas que adoram exibir-se com roupas de marca, que têm casas praticamente gratuitas e dinheiro para terem armas, são meros injustiçados, coitadinhos, de um «sistema opressor». O único «crime» que eles cometeram foi serem «pobres e excluídos», e aqueles motins são apenas a expressão da sua «revolta social», percebem?

Sim, porque antigamente, quando os nossos avós trabalhavam nos campos e nas cidades, trabalhos duros de manhã ao anoitecer, muitas vezes descalços e a passarem fome, antigamente não havia «pobres e excluídos», não poderia haver, evidentemente, uma vez que hoje sabemos bem qual é o resultado da natural expressão da «revolta social» dessas pessoas: carros incendiados, lojas pilhadas, bombeiros apedrejados e polícias debaixo de fogo.

A solução? Os órgãos políticos e jornalísticos estão fartos de a apontar: «integração e requalificação». Os trabalhadores europeus que a paguem, claro… porque esses, que estão endividados perante os Bancos para conseguirem pagar uma casa, que se sacrificam das 8.00h da manhã às 20.00h da noite num trabalho de que não gostam, que não têm dinheiro para comprar roupas de marca, que não almoçam para os filhos o poderem fazer, é a esses que cabe a responsabilidade de darem ainda mais dinheiro do seu trabalho ao «Estado» e aos seus funcionários com cunha partidária, para que estes possam com isso e através das suas comissões, associações, fundações, repartições, e sabe-se lá mais o quê, «integrar e requalificar» as valorosas e enriquecedoras «minorias étnicas».