Não à Europa maçónica!

by RNPD

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«A carta com data de 29 de Outubro de 1979 do secretário-geral do Conselho da Europa Franz Karasek dirigida a António Garcia Borrajo, Grande Orador do Grande Oriente Espanhol, na sua parte mais essencial destaca: A vossa organização [a maçonaria] colaborou sempre de uma maneira activa nos trabalhos do Conselho da Europa […] e tomámos nota das recomendações adoptadas pelo seu comité. (…)»

Jorge Blaschke e Santiago Rio, A verdadeira história da maçonaria, QuidNovi , pp 227-228

«A Europa não é um tratado, não é uma constituição. É necessário, sem dúvida. Não é um Continente. A Europa não é um fim em si. A Europa é uma ideia. A Europa é uma etapa.

É antes de tudo uma etapa, uma etapa em direcção a um outro mundo, em direcção ao nosso mundo. Em direcção a vós que vindes de África. A vós que vindes da Ásia. A vós que vindes dos Estados-Unidos. A vós que vindes da América Latina. A Europa está aberta ao mundo. A Europa não pode estar fechada. A Europa é o primeiro passo em direcção a um mundo sem fronteiras. A Europa é o primeiro passo em direcção a um mundo do Universal.(…)

Mas a Europa é também e sobretudo uma ideia.(…)

Então juntemo-nos!

Juntemo-nos, juntemos as forças humanistas de todo o mundo para vencer. Para que os nossos ideais se tornem num verdadeiro combate e para que esse combate possa ser vitorioso, juntemos as nossas forças.»

Jean-Michel Quillardet, à época Grão-mestre do Grande Oriente de França, no seu discurso de encerramento da reunião maçónica internacional de Estrasburgo a 2 e 3 de Junho de 2007

O papel decisivo da maçonaria na edificação da U.E. é um facto bem conhecido e, ao longo dos tempos, assumido pelos próprios maçons, de forma mais ou menos explícita. Também disso (mas não só…) resulta a explicação para as ideias que têm norteado todo o actual processo de construção económico-político da Europa.

Sou contra a U.E. mas não sou um anti-europeísta, ou seja, acredito na validade de uma construção política europeia, mas assente em pressupostos antagónicos àqueles que servem de base a esta União.

A minha oposição ao Tratado sobre a União Europeia partiu, antes de qualquer outra razão, de uma renúncia de princípio àquilo que no referido texto pretendia definir a Europa. Nas centenas de páginas do tratado não há uma única referência à identidade concreta e física da Europa, não encontramos uma forma perene de distinguir a Europa de qualquer outra parte do mundo. Pelo contrário, aquilo que ali pretende caracterizar os europeus, logo a partir do preâmbulo, é a adesão a um conjunto de princípios ideológicos universalistas e humanistas. Assim, não é europeu o homem ou mulher que descende e nasce no seio de um povo europeu, mas os membros de toda a humanidade que adiram à doutrina política liberal de quem ergueu a União Europeia.

Quando o Grão-mestre maçom Quillardet afirma, no final da reunião internacional da maçonaria, que a Europa não é um Continente, nem um fim, mas, pelo contrário, é uma “ideia” e uma etapa, uma transição portanto, aberta a todos os povos do mundo, expõe claramente a forma como esta U.E. é um instrumento na construção da República Universal maçónica. E isso é mais um dos dados que ajudam a explicar a razão pela qual os povos europeus vão perdendo gradualmente a sua identidade submergidos por milhões de imigrantes de todo o mundo sem que haja a menor vontade política de inverter tendências, bem como a razão pela qual a U.E. pretende abrir-se à Turquia ou aos países do Magrebe, que não fazem parte do seu bloco geográfico-cultural.

É contra isto que nos batemos, a nossa Europa não é uma “ideia” nem uma etapa rumo a outros fins pouco confessáveis, é a nossa “pátria maior”, aquela que une e complementa todas as nações do Continente.

A Europa que queremos é um fim em si mesmo, onde os europeus não o são pelas ideias que têm (mesmo se não forem as da república universal-humanista) e que está delimitada pelas suas características identitárias: é o espaço dos povos caucasóides que se situam na área geográfica delimitada a ocidente por Portugal, a oriente e a norte pela Rússia e a sul pela Grécia.