Month: Setembro, 2009

Impossível, portanto…

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Pátria Portuguesa e Estado

1 – Considerar a Pátria Portuguesa como a coisa para nós mais existente, e o Estado Português como não existente. Fazer, portanto, tudo pela Pátria e não pedir nada ao Estado.

2 – Considerar que a Pátria Portuguesa existe toda ela dentro de cada indivíduo português. Fazer portanto tudo para si mesmo como português, desenvolver-se a si mesmo no sentido português.

3 – Considerar que a Pátria Portuguesa, como qualquer pátria, é apenas um meio de criar uma civilização. Fazer tudo, portanto, para criar uma Pátria Portuguesa criadora de civilização.

4- Considerar que o conceito de Pátria é um conceito puramente místico e que, portanto,

(1) nenhum elemento de interesse deve entrar nele
(2) nenhum outro conceito místico deve coexistir com ele, a não ser que ele domine esse conceito e o integre em si

Impossível, portanto:

(1) …
(2) ser bom católico, ou bom budista, ou bom qualquer coisa estranha se se é português, a não ser que se queira criar um catolicismo português ou um budismo português ou o que seja português.

Fernando Pessoa, “Portugal, Sebastianismo e Quinto Império”, Publicações Europa-América, pg.67

Europa – Uma árvore na tempestade

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A civilização europeia, civilização superior, não há que duvidar minimamente em afirmá-lo perante os pregadores lânguidos do etnomasoquismo xenófilo , deverá, para poder sobreviver no século XXI, operar uma revisão que corte com alguns dos seus princípios. E só será capaz disto se permanecer ancorada na sua eterna personalidade metamórfica: Deverá transformar-se toda ela permanecendo ao mesmo tempo fiel a si, cultivar o enraizamento e o desencaixe, a fidelidade identitária e a ambição histórica.

A Primeira Idade da civilização europeia agrupa a Antiguidade e a Idade Média, momento de gestação e crescimento. A Segunda Idade vai desde os grandes descobrimentos até à primeira guerra mundial; é a assumpção. A civilização Europeia conquista o mundo. Mas da mesma forma como Roma ou o Império de Alexandre o Magno, ela mesma faz-se devorar pelos seus filhos pródigos: Ocidente e América e por aqueles povos que ela própria colonizara (superficialmente). Abre-se então, num trágico movimento de aceleração da História, a Terceira Idade da civilização europeia com o tratado de Versailles e o fim da guerra civil de 1914-1918: o funesto século XX. Somente quatro gerações bastaram para precipitar na decadência o trabalho ascendente, o “labor solis”, de mais de quarenta gerações! A história parece-se com as assímptotas trigonométricas da “teoria das catástrofes”: É no auge do seu esplendor que a rosa murcha, é depois do tempo solarengo e calmo que o ciclone irrompe. A Rocha Tarpéia está próxima do Capitólio!

A Europa foi vítima do seu “prometeísmo” trágico, da sua própria abertura ao mundo. Vítima desse excesso de toda a expansão imperial: O universalismo, esquecendo-se de toda a solidariedade étnica interna, vítima, em consequência, também dos micro-nacionalismos.

A Quarta Idade da civilização europeia abre-se hoje. E será a do renascimento ou a da perdição. O século XXI será para esta civilização herdeira dos povos irmãos indo-europeus, o século fatídico, o do “fatum”, do destino que decide ou a vida ou a morte. Mas o destino não é o acaso absoluto. Contrariamente às religiões do deserto_ o qual, simbolicamente, não representa mais que o nada absoluto_ os povos europeus sabem no seu fundo que o destino e as divindades não são sempre todo-poderosos frente à vontade humana. Como Aquiles, como Ulisses, o homem europeu original mantém-se de pé e nunca agachado, prostrado ou ajoelhado frente aos seus deuses. Não há fatalidade histórica.

Inclusive ferida, a árvore pode continuar a crescer.Com a condição de que reencontre a fidelidade às suas próprias raízes , à sua própria fundação ancestral, ao solo que nutre a sua seiva(…)

Este século será o do renascimento metamórfico da Europa, como a Fénix, ou o da sua desaparição enquanto civilização histórica e a sua transformação em “Luna Park” cosmopolita e estéril, enquanto os outros povos, no que lhes respeita, conservarão as suas identidades e desenvolverão o seu poder. A Europa está ameaçada por dois vírus aparentados: O do esquecimento de si mesma, a aridez interior, e o da “abertura ao outro”, excessiva. No século XXI, a Europa, para sobreviver, deverá ao mesmo tempo reagrupar-se, regressar de novo à sua memória e perseguir a sua própria ambição, “fáustica” e “prometeica”.Tal é o imperativo de “coincidentia oppositorum”, a convergência dos contrários ou a dupla necessidade da memória e da vontade de poder, do reconhecimento e da criação inovadora, do enraizamento e do desencaixe. Heidegger e Nietzsche…

O início do século XXI será como essa “meia-noite do mundo”, desesperante, de que falava Friedrich Hölderlin. Mas no mais obscuro da noite, é sabido que pela manhã o sol regressará, “Sol Invictus”.Depois do crepúsculo dos deuses: A aurora dos deuses. Os nossos inimigos acreditaram sempre na Grande Noite e as suas bandeiras estão ornamentadas com símbolos de estrelas nocturnas. Pelo contrário, nas nossas bandeiras está cunhada a Estrela da Grande Manhã, com raios resplandecentes: A roda, a flor do Sol de Meio-dia(…)

O tempo da conquista terminou. Agora vem o da reapropriação interior e exterior, a reconquista da nossa memória e do nosso espaço; e que espaço! Catorze fusos horários sobre os quais o sol nunca se põe. Desde Brest até ao estreito de Béring, não há dúvida, este é verdadeiramente o Império do Sol, e é de facto o espaço vital e de expansão próprio dos povos indo-europeus. Sobre o flanco Sudeste, temos os nossos primos hindus e sobre o nosso flanco Este a grande civilização chinesa, que poderá ser aliada ou inimiga, segundo o que ela determine. Sobre o flanco Oeste, vinda do outro lado do Oceano: A América, cujo objectivo será sempre impedir a união continental( do espaço euro-siberiano).Mas, podê-lo-á eternamente?

E depois sobre o flanco sul: A principal ameaça, ressurgida do fundo das épocas do passado, aquela com que não podemos transigir ( absolutamente para nada).

Certos lenhadores tentam abater a árvore. Entre eles encontram-se muitos traidores, muitos colaboradores. Defendamos a nossa terra, preservemos o nosso povo. O contra-relógio começou. Todavia ainda temos tempo, se bem que desta vez não seja muito.
Mais, ainda se conseguirem cortar o tronco ou se a tempestade o abater, quedarão todavia as raízes, sempre fecundas. Uma só brasa é suficiente para reavivar o incêndio.
Pode dar-se, evidentemente, que abatam a arvore e destruam o seu cadáver, num canto crepuscular, e, anestesiados, os europeus não sintam a dor. Mas a terra é fecunda e uma só semente é suficiente para iniciar o reflorescer. No século XXI preparemos os nossos filhos para a guerra. Eduquemos a juventude para uma nova aristocracia, ainda que seja minoritária.

Muito mais que a moral é necessário praticar a partir de agora a “hipermoral”, isto é, a ética nietzschiana dos tempos difíceis; quando alguém defende o seu povo, ou seja, os seus próprios filhos, quando defende o essencial, segue a regra de Agamenon e Leonidas mas também de Charles Martel: É a lei da espada que prevalece, aquela em que o bronze ou o aço resplandece ao Sol.

Guillaume Faye

A serpente exposta

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Uma activista nacionalista portuguesa acedeu ao site do CIPSAS, a maior organização multicontinental da maçonaria irregular, e disponibilizou os resultados do que encontrou. Documentos que demonstram a forma como as lojas maçónicas se encontram ligadas à construção da União Europeia e à aprovação dos seus tratados bem como a utilização desta para a difusão das ideias maçónicas. Textos onde se definem as estratégias de propagação explicita e implícita (por mensagens subliminares) das ideias maçónicas através das novas tecnologias e em particular da internet. A intenção de construir um mundo uniformizado e erguer um governo global ou uma Nova Ordem Mundial. A necessidade de, para o efeito, acabar com as identidades raciais, nacionais e religiosas.A importância da mitologia judaica para a historiografia maçónica… enfim, nada que os nacionalistas europeus desconhecessem ou não venham a denunciar há anos mas que é aqui exposto a partir da própria fonte, dos documentos internos das próprias lojas. Para ver, gravar e divulgar!

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A era do último homem

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« (…)Pequena política significa também a funesta confusão ideológica, essencialmente democrática, segundo Nietzsche, entre felicidade, por um lado, e segurança, comodidade, ausência de dor, por outro lado. Essa identificação implica, para ele, em tomar à inglesa o ideal bem supremo, transformá-lo em wellfare, conforto e bem-estar; significa apequenar a política, amesquinhar a figura ou o tipo-homem que se pretende formar por intermédio da política e da cultura; grande política é a política cultural que se inspira num outro ideal de homem, numa outra figura que não o homem das “ideias modernas”, do utilitarismo com a sua felicidade de mercearia e dos direitos iguais.

Esse homem, Nietzsche caricatura-o na figura do “último homem”, o homem do rebanho e da pacífica felicidade das verdes pastagens. Esse tipo-homem é, para Nietzsche, a verdadeira meta da pequena política; ele é o “último homem” porque se auto-interpreta como o fim da história, como o telos até então oculto e ora manifestado do curso do mundo, como se toda a história universal não fosse senão o prelúdio e a gestação do advento da sua felicidade, enfim assegurada num pacífico reinado universal da razão, de onde se pode, por fim, fazer desaparecer toda desigualdade, injustiça e sofrimento; fisiológicamente decadente, esse “último homem” é, sobretudo, impotente para sofrer e suportar o sofrimento, daí que a banalidade dos prazeres e confortos moderados constitua o seu supremo ideal de felicidade:

“Ai! Chega o tempo do homem mais desprezível, que não pode mais desprezar a si mesmo. Olhai! Eu vos mostro o último homem. Que é amor? Que é criação? Que é anelo? Que é estrela – assim pergunta o último homem, e pestaneja. A terra se tornou pequena então, e sobre ela saltita o último homem, que torna tudo pequeno. Sua estirpe é indestrutível, como a pulga; o último homem é o que mais tempo vive. ‘Nós inventamos a felicidade’ – dizem os últimos homens, e pestanejam. Abandonaram as regiões onde é duro viver: pois a gente precisa de calor. A gente ama inclusive o vizinho e se esfrega nele, pois a gente precisa de calor. Adoecer e desconfiar, eles consideram perigoso: a gente caminha com cuidado. Louco é quem continua tropeçando com pedras e com homens! Um pouco de veneno de vez em quando: isso produz sonhos agradáveis. E muito veneno no final, para ter uma morte agradável. A gente continua trabalhando, pois o trabalho é um entretenimento. Mas evitamos que o entretenimento canse. Já não nos tornamos nem pobres nem ricos: as duas coisas são demasiado molestas. Quem ainda quer governar? Quem ainda obedecer? Ambas as coisas são demasiado molestas.”

Essa felicidade amesquinhada, confundida com segurança e bem-estar, é expressão de uma vida reduzida ao mínimo possível de intensidade – “a terra tornou-se pequena então” –, de onde toda a tensão e contraste foram suprimidos, para não restar senão o tépido aconchego e o monótono atrito dos rebanhos, a igualdade transformada em igualitarismo da uniformidade, onde não subsiste qualquer diferença ou distância – “quem ainda quer governar? quem ainda obedecer?” –. Como a intensidade, tensão e contraste – juntamente com o sofrimento e com a capacidade para suporta-lo tragicamente – são condições incontornáveis de toda grandeza, de toda elevação do tipo-homem, a felicidade inventada pelo último homem acoberta a hipocrisia de uma vontade de poder inconsciente de si mesma, ou seja, a inocente tirania da uniformidade, o despotismo dos “mais estúpidos e medíocres”, que sufoca e anestesia a singularidade encarnada em toda verdadeira e grande individualidade. “Nenhum pastor e um só rebanho! Todos querem o mesmo, todos são iguais: quem sente de outra maneira, vai voluntariamente para o hospício. ‘Outrora todo mundo desvairava’, dizem os mais subtis e pestanejam. Hoje somos inteligentes e sabemos o que ocorreu – assim não tem fim o gracejar. A gente ainda discute, mas logo se reconcilia – senão se estraga o estômago. Temos nosso prazerzinho para o dia e nosso prazerzinho para a noite, mas honramos a saúde. ‘Nós inventamos a felicidade’ – dizem os últimos homens e pestanejam.”

A figura do “último homem” simboliza, pois, o alvo principal da crítica nietzscheana da modernidade política: a bagatelização do tipo-homem embutida no igualitarismo uniformizante; um outro conceito polémico para o mesmo fenómeno, Nietzsche fixou-o no termo: mediocrização (Mittelmässigkeit), com o qual fustiga a prudência mercantil dessa miúda felicidade dos pequenos prazeres iguais para todos, característica da moderna sociedade civil-burguesa; para ele, é nela que desemboca, finalmente, a ideologia da liberdade, igualdade e fraternidade universais. Além desse efeito nivelador, Nietzsche identifica, na hegemonia das “ideias modernas” ainda um outro perigo iminente: com o apagamento de todas as diferenças e a dissolução de toda autoridade legítima, prepara-se involuntariamente o caminho para a barbárie e a tirania.(…)»

Retirado de Oswaldo Giacóia Júnior, Crítica da Moral como Política em Nietzsche

A virtude aristocrática

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Os valores e as instituições sociais da Ilíada são certamente, no todo, pós-micénicos – e talvez no geral uma versão poetizada das realidades da idade negra imediatamente anterior ao tempo do poeta. A sua base é aristocrática. Há uma estratificação entre a aristocracia guerreira (à cabeça da qual, primus inter pares, está um homem, como Agamenon) e a massa do campesinato livre e outras ocupações, que podem gozar de algum tipo de estatuto de cidadania mas a quem Ulisses diz “silêncio e escutai os homens que vos são superiores, vós que sois cobardes e inaptos para a luta, não sois estimados nem na guerra nem no Conselho”(Ilíada, II), daí também o deflagrar da guerra de Tróia, resultado de uma quebra do código quando Páris, apesar de convidado de Menelau, lhe roubou a mulher Helena (XIII). Acima de tudo está a ética individualista à qual aderem os heróis aristocráticos; a sua preocupação com a honra pessoal (timê) e a ambição de “ser sempre o melhor e distinguido acima do resto” (VI). Esse “melhor”, contudo, implica reconhecimento mútuo. A deles não é uma visão na qual a consciência e as sanções morais internas contem largamente. A grande sanção que reconhecem é o risco de perderem a face perante os seus pares. É uma “cultura da vergonha”, não uma “cultura do pecado”.

Michael Silk, Homer – The Iliad – A Student Guide, pag.25

Contra o Sistema!

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A 13/09/1899 nascia Codreanu

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O que é a Nação?

Quando nós, romenos, falamos da nação romena, consideramos não apenas os romenos que vivem sob o mesmo território, tendo o mesmo passado e o mesmo futuro, os mesmos costumes, a mesma língua, mas igualmente todos os romenos vivos e mortos, aqueles que viveram desde o início da história do nosso país, e aqueles que estão ainda para vir, que viverão no futuro.

A nação abrange:

1- Todos os romenos actualmente em vida
2- Todas as almas dos nossos defuntos assim como os túmulos dos nossos antepassados
3- Todos aqueles que no tempo para vir nascerão romenos

Um povo não toma verdadeiramente consciência da sua personalidade senão quando aceita os três conceitos aqui enunciados e não a simples consideração dos seus próprios interesses.

A Nação possui:

1- Um património físico e biológico: a carne e o sangue
2- Um património material: a terra da pátria com as suas riquezas
3- Um património espiritual, que abrange:

a) A sua concepção de Deus, do Universo e da Vida. Esta concepção constitui em si mesmo um domínio, uma propriedade espiritual. As fronteiras deste domínio não são delimitadas senão pelo esplendor da sua concepção. Há um mundo do espírito nacional, um país destas visões e aspirações acessíveis somente pela revelação e atingidas pelo esforço pessoal.
b) A sua honra, que brilha na medida em que a nação conseguiu adequar-se no seu desenvolvimento histórico às normas admitidas para os seus conceitos de Deus, do Universo e da Vida.
c) A sua cultura: que não é mais que a resultante da sua vida, cultura nascida dos seus próprios esforços, no domínio do pensamento e da arte. Esta cultura não é internacional. Ela é função da linhagem nacional e mais ainda saída da carne e do sangue; contudo a cultura torna-se internacional pelo seu esplendor e brilho. Impõe-se ao espírito uma bela comparação, o trigo e o pão podem ser internacionais enquanto artigos de consumo corrente mas levarão sempre em todos os lugares a marca da terra que os produziu.

Estes três patrimónios têm uma importância capital e uma nação deve protegê-los aos três. Mas a importância maior deve ser atribuída ao património espiritual, porque apenas ele transporta o selo da eternidade, porque apenas ele subsiste através dos séculos.

O que sabemos dos Gregos antigos não é o resultado da sua condição física, por bela que fosse – disso apenas restam as cinzas – nem mesmo da sua fabulosa riqueza – mesmo supondo que ela tivesse podido perdurar – mas unicamente da sua cultura.

Uma nação vive para a eternidade pelos conceitos que escolheu, pela sua honra e pela sua cultura. É a razão pela qual os chefes de Estado não devem julgar e trabalhar tendo apenas em conta os interesses físicos ou materiais da nação, mas considerando a linha histórica, a honra do país e os seus interesses exteriores.

Em consequência disso o que se exige não é “pão a todo o custo” mas “honra a todo o custo”.

Corneliu Zelea Codreanu

Ainda não é fascismo…

As diferenças elementares entre hoje e ontem

Acusam ou, mais provavelmente, lisonjeiam Berlusconi comparando-o a Mussolini.É uma tirada risível que não pode ser levada a sério. Todavia…

Em Itália, como noutros lugares, ignorando as fórmulas políticas e os esquemas de pertença, assiste-se ao ressurgimento de um populismo que procura representação na autoridade. Há, portanto, qualquer coisa de vagamente similar. E temos também o processo de identificação que aproxima as pessoas numa espécie de osmose interclassista, para usar a terminologia cara aos professorais dissecadores da realidade. Há, portanto semelhanças, mas há também e sobretudo diferença. Não me refiro àquela ideal, ideológica ou espiritual, e também não penso em Berlusconi em si, que no papel de terminal do “Estado de multidão” não produziu coisa alguma, se é que o entende.

A diferença entre o populismo fascista e aquele pós/democrático de hoje é verificável naquilo que, de cada componente, foi valorizado pelo primeiro e pelo segundo.

O fascismo orientou tudo em direcção à coragem aristocrática, ao gosto burguês (que engloba também a sensualidade) e à solidariedade social proletária.

O populismo pós/democrático contenta-se com a coragem burguesa, que é assaz prudente, com a solidariedade social aristocrática, egoísta e assistencial, e tem o gosto proletário.

Não se atribui a Berlusconi esta diferença que está nos factos, mas é preciso tê-la em conta ou incorrer-se-á numa grande confusão.

Gabriele Adinolfi, via NoReporter

Ao serviço do Sistema

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Na segunda-feira da semana que passou vi num dos telejornais uma reportagem sobre o crescimento dos movimentos ditos “racistas” nos EUA.

Este tema está na ordem do dia porque é parte essencial da construção e da mistificação da imagem romântica do presidente Obama, enquanto herói que vem mudar a humanidade e que, na sua missão, se encontra perigosamente acossado pelos ímpios.

Vejo desfilar na reportagem um conjunto de indivíduos supostamente representando esses tais movimentos…muito tatuados, alguns com piercings, cabeças rapadas ou estranhos cortes de cabelo, um discurso brutificado, locais algo sujos e umas suásticas à mistura, pousam sorridentes para a caricatura que deles fazem os tais Média que eles próprios criticam. São a imagem acabada dos desintegrados sociais, talvez mais do que os pretos que eles abominam.

Vejo as reacções de repugnância das pessoas que estão ao meu lado… aquela estética física,aquela linguagem, aquela imagem…as pessoas não se reconhecem naquilo, naquelas aparências, naqueles corpos, naquelas roupas…não conseguem imaginar que se pudessem alguma vez apresentar assim, não sentem aqueles indivíduos como parte da sua gente, olham para aquilo e não revêem o que lhes é familiar: o comerciante, o agricultor, o arquitecto, o pescador, o médico, o colega, o vizinho…

Quando vejo aqueles personagens a desfraldar bandeiras com suásticas não vejo que o Nacional-Socialismo tenha afinal sobrevivido, pelo contrário, vejo a sua derrota total, a sua completa inversão, porque aquelas pessoas são o exacto oposto do que o Nacional-Socialismo propugnava: uma ética e uma estética de exigência, de conquista, de selecção dos melhores, de superação humana, de procura da grandiosidade! Ao invés, naquela gente tudo aponta para baixo, são a imagem acabada da mediania, do mau-gosto, da incapacidade. Eles são os primeiros a desconhecer o que representaram as bandeiras que usam…

Se aquilo fosse exemplificativo da nossa raça seríamos os primeiros a não encontrar nada digno de defender ou preservar… a superior beleza das nossas mulheres, a superior inteligência dos nossos povos, a superior capacidade técnica, a superior produção artística e a superior organização social das nossas sociedades não encontram ali qualquer reflexo.

Como é que gente que parece inapta na sua vida individual pretende falar em nome de um movimento que aspirou à maior revolução colectiva da história da Europa?

A derrota do Nacional-Socialismo foi de tal dimensão que, no final da segunda guerra, essa expressão política perdeu toda a voz pública. Sem possibilidade de apresentar a sua versão da História, sem ninguém que falasse em seu nome, o Nacional-Socialismo foi transformado na imagem do Mal Absoluto por aqueles que, saindo vencedores do conflito, reescreveram a História a seu bel-prazer.

Ora, a imagem do Mal Absoluto é particularmente propensa a atrair aquele género de tipos que, incapazes de se enquadrarem minimamente na sociedade, por força das suas próprias limitações, tendem a pretender passar a ideia de que a rejeitaram propositadamente. E é isso que explica a existência de muitas sub-culturas modernas cujos membros pretendem chocar a sociedade ao aderir ao que esta proibiu ou rejeitou.

Se as elites militares e intelectuais do Terceiro Reich regressassem à vida neste tempo e fossem confrontadas com aqueles indivíduos veriam o rosto da sua derrota e do triunfo das mesmas forças subversivas que tentaram combater.

Está quase…

XIV_Table_ronde_2009