Imoralidade do cosmopolitismo

by RNPD

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Ao lutar pela identidade nacional, ameaçada pela imigração, não podemos deixar de defender os princípios morais nos quais assenta e as tradições que a constituem. No fundo, o que a direita identitária e populista deve afrontar é toda uma orientação política generalizada que é a expressão de uma ideologia global: o cosmopolitismo.

O cosmopolitismo contra as tradições

“Cosmopolita” provém de dois vocábulos gregos que significam respectivamente “mundo”(cosmos) e “cidadão” (polites). O “cosmopolita” pretende, portanto, ser um “cidadão do mundo”. A fórmula é uma contradição de termos, porque não há cidade sem fronteiras, sem um interior e um exterior, sem uma dialéctica de inclusão e exclusão: a cidade é uma comunidade de pertença. Assim, o dito “cidadão do mundo” não é cidadão de parte nenhuma. Ele não se considera do “mundo” senão para negar aquilo que deve à sua pátria carnal.

O cosmopolita é um estrangeiro na sua própria cidade. Ele é também “estrangeiro a si mesmo”, como diz Júlia Kristeva, e portanto perdeu a sua identidade. Júlia Kristeva sublinha os conflitos do cosmopolitismo com a moral tradicional: «O cosmopolita do século XVIII era um libertino – e todavia hoje, o estrangeiro permanece (…) este insolente que (…) desafia, para começar, a moral do seu país, e provoca depois escandalosos excessos no país de acolhimento». Assim, para o cosmopolitismo, o individuo não pode obter a sua liberdade senão emancipando-se das tradições, que colocam todo o seu peso sobre a liberdade humana, constringindo-a.

O patriotismo, base do humanismo

O verdadeiro humanismo, que não reduz o homem a construtivismos sociais, sabe, contudo, que a sua liberdade está ancorada na sua identidade e que esta é moldada pelas disciplinas culturais, ou, dito de outra forma, pelas tradições. O patriotismo não é, portanto, apenas mais um valor entre outros, é a própria base do humanismo. Sem patriotismo não há moral, nem valores, nem família, nem nação evidentemente: o grupo social encontra-se aí exposto à decadência e desaparece rapidamente da história, substituído por outros mais vigorosos e mais agarrados à sua identidade.

Henry de Lesquen ,editorial da Voix des Français de Setembro de 2009