Da crescente falta de classe nas mulheres…

by RNPD

null

Um grupo de estudo da American Psychological Association analisou os efeitos nocivos para as jovens raparigas da imagem degradante da mulher veiculada pela maioria dos media. O relatório denuncia a sexualização sistemática das mulheres, quer seja nas revistas para adolescentes, nas emissões de televisão, nos jogos de vídeo, nos filmes e nos clips musicais. As campanhas de publicidade e os produtos destinados às crianças e às jovens foram igualmente analisados.

O relatório define a sexualização como a apresentação da mulher enquanto objecto sexual que não tem outro valor para além da atracção que exerce através do seu comportamento. Os efeitos nocivos que a sexualização implica vão desde distúrbios alimentares à depressão. O estudo debruça-se apenas sobre os efeitos nocivos físicos, não entrando no domínio moral que é preciso aqui lembrar: a imagem degradante da mulher transmitida pelos media é uma fortíssima incitação a uma conduta sexual desordenada e imoral.

Exemplos de sexualização, denunciados no relatório:

– As jovens «pop stars» apresentadas como objectos sexuais
– As bonecas vestidas de forma ordinária e as mesmas roupas disponibilizadas para meninas de sete anos: espartilhos, meias de renda, etc.
– Modelos adultas vestidas provocatoriamente como crianças

(…) As pesquisas sistematizadas por este grupo de estudo demonstram que certas imagens e a promoção das raparigas como objectos sexuais acarretam numerosas consequências nocivas para a saúde psicológica e o desenvolvimento das jovens.

Andrew Hill, professor de psicologia médica na Universidade de Leeds, declarou que era difícil estar em desacordo com as conclusões do estudo: «se olharmos as revistas para adolescente, só se fala de sexo» (…)

«Apenas 18% do que as crianças vêem na televisão corresponde ao horário e aos programas que lhes são destinados e a legislação não pode ser a única solução para tudo. Uma das respostas é a responsabilidade social, a dos anunciantes e a dos media. Devem estar conscientes de que os seus produtos e as imagens associadas a esses produtos têm um impacto e que esse não é sempre positivo». (NdT. como se eles não tivessem essa consciência…passe a ingenuidade.)

Fonte: Avenir de la culture, via Euro Synergies