Interlúdio Nacional Socialista

by RNPD

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«Fanáticos, intransigentes, partidários! Sim, sê-lo-emos e queremos sê-lo. Sê-lo-emos tanto mais quanto o nosso povo e a nossa raça forem mais ameaçados e que, por os termos avisado, formos mais perseguidos! Sê-lo-emos tanto mais quanto virmos, cada dia um pouco mais, toda a bestialidade das raças inferiores estalar sobre a nossa terra e asfixiar a nossa civilização. Sê-lo-emos tanto mais quanto, no seio do nosso próprio povo, se manifestar o desencorajamento, o medo e o espírito de capitulação.

Fanáticos, intransigentes, partidários! Sim, durante tanto tempo quanto, nos nossos países, reinarem o capital internacional e as massas sub-humanas. Durante tanto tempo quanto os agentes dos Estados estrangeiros nos tentarem impor disciplinas que nos tornarão a vida insuportável. Durante tanto tempo quanto, num deboche sanguinário, os vermelhos estalinistas, os negros do Vaticano, os caquis de Washington, tentarem partilhar os despojos do nosso continente e da nossa raça, da nossa raça branca que não se quer tornar nem vermelha, nem negra, nem caqui.

Fanáticos, intransigentes, partidários! Sim, até ao dia em que, sobre os nossos povos libertados, sobre o nosso socialismo nacional triunfante, se erguerá a alvorada da ressurreição. Mas ao esperá-la, de olhos fixados perante toda a ameaça ou toda a realidade que não seja a nossa, os dentes cerrados, os punhos fechados, responderemos a cada golpe com um golpe, por um olho os dois, por um dente a garganta!

“Entraste no combate, camarada, porque querias ser vitorioso ou porque este propósito era o teu?” – Aí reside toda a questão da dignidade do militante na luta.

Aquele que tudo deixou e que tudo aceitou e que tudo arriscou porque o propósito lhe parecia digno de todo o abandono, de todo o risco, de todo o esforço, esse jamais será totalmente vencido.

Todas as batalhas são feitas de reveses e vitórias. Aquele que não aceite ser por vezes batido para chegar à vitória, esse não será digno nem do combate nem da vitória. Cada revés poderá e deverá, para aquele que não duvida, ser uma manifestação de força e dignidade, uma prova do valor de um exercício no caminho para a vitória e, seguindo a célebre frase de Nietzsche “cada golpe que não nos mata torna-nos mais fortes”.

Cada um sabe, empenhando a sua força e a sua vontade na luta pelo socialismo, pelo seu povo e pelo seu solo, que cem derrotas deverão preparar a única vitória final. Apraz-nos deixar pelo caminho aqueles que não têm a força ou a energia moral de nos acompanhar até ao fim, aqueles que querem gozar a sua pequena vidinha actual mesmo se ela é estreita, mesquinha e rasteira, aqueles que preferem a facilidade ao perigo.

Apraz-nos vê-los abandonar o socialismo nacional a cada curva no caminho porque se soubemos escolher os nossos adversários também queremos seleccionar os nossos amigos.

A vitória imediata ou a vitória distante? São distinções que não fazemos porque a vitória tem para nós o mesmo rosto quando está próxima ou distante. A vitória, no nosso espírito, tem o rosto que moldámos com as nossas mãos e a nossa vontade. A vitória é o rosto do destino final, e ela está moldada por mil derrotas. Em frente, pois então! Não há para nós derrotas sem amanhã. O revés do dia é testemunho para o sucesso de amanhã, a prova de que a nossa vitória está no final.

Que os fracos se lamentem e que se agarrem a qualquer esperança exterior. Para nós não há esperança fora da vida, há apenas uma certeza: o combate; Uma vontade erguida numa única direcção. Deixemos aos fracos o recurso a um qualquer salvador supremo, fora do mundo e da vida.

Nós somos os nossos próprios salvadores: destruiremos os últimos ídolos e os últimos obstáculos sobre o nosso caminho. Não serão eles que nos darão a vitória mas sim a nossa vontade e o nosso esforço, o nosso espírito de sacrifício e a clareza do nosso olhar.

Não desenvolveremos, contudo, o nosso esforço, não libertaremos a nossa vontade para obter a vitória, mas apenas para combater e marchar em direcção ao nosso objectivo. O que nos importa a vitória? É apenas o sentido da nossa marcha que conta: o sentido do combate, o sentido da luta. A vitória ser-nos-á dada por acréscimo, não como um salário mas como uma coroa.

É por isso que, ao início, eu dizia que não havíamos começado a luta pela vitória mas porque o nosso combate era justo e que esse combate deveria ser travado.

Nós somos os portadores do futuro, os portadores do progresso, devemos ser os melhores do nosso povo. Que a nossa vontade, que o nosso pensamento quotidiano, seja somente um, como o povo deve ser um, como a raça deve ser uma e que sejam afastados do nosso caminho todos os pregadores de resignação. Que sejam afastados do nosso caminho todos os factores de degeneração. Que sejam afastados do nosso caminho todos aqueles que “querem viver” e que não ousam nem sabem conquistar o seu direito à vida.

Em frente! Conhecemos o propósito! Sabemos o que está em jogo!

Aceitámos o sacrifício!

A coroa da vitória ser-nos-á entregue porque teremos erguido a nossa força, ligado toda a nossa vontade e aceite todas as cargas de uma luta incessante.»

René Binet, Socialisme National contre Marxisme, pp.95-97, Éditions Celtiques, 1978