À procura de um Socialismo Tradicionalista ou um Conservadorismo Vermelho
by RNPD

«Será assim tão óbvio que possibilitar que crianças nasçam em famílias sem pai seja progressista, ou até liberal ou feminista? Por detrás da fachada mediática, há debates mais subtis sobre este tipo de temas que não seguem necessariamente as divisões políticas e de religiosidade óbvias. A realidade é que, depois de se ter vendido ao capitalismo extremo, a esquerda procura arranjar álibis ideológicos sob a forma de hostilidade à religião, à família, à cultura elevada e ao papel das elites com princípios.
Havia uma esquerda mais velha que tinha maior sentido da importância comprovada destas coisas e da forma como podem funcionar para permitir uma maior igualdade económica e a democratização da excelência. Agora, muitos de nós começam a perceber que os velhos socialistas deviam entender-se com os conservadores tradicionalistas. Em face da secreta aliança que se estabeleceu entre o liberalismo cultural e o liberalismo económico, precisamos de inventar um novo tipo de política que ligue o igualitarismo económico à procura de valores e virtudes objectivas: um “ socialismo tradicionalista” ou um “conservadorismo vermelho”. Afinal, o que conta como radical não é o novo, mas o bom.»
John Milbank, professor de religião, politica e ética na Universidade de Nottingham
A esquerda é feita de paradoxos, exemplo: pariu o capitalismo e depois enjeitou-o.
O liberalismo no compasso da revolução Francesa, estava na esquerda. Contudo, do liberalismo foi-se formando o capitalismo, e a ausência de regras (anarquia?), levou à concentração do poder em quem tinha mais dinheiro, e lá foi a igualdade… (por causa da liberdade económica?).
A educação de excelência ao “alcance de todos”, começou por ser defendido na esquerda, mas mais tarde os movimentos nacionalistas foram os primeiros implementa-la de facto.
A esquerda contemporânea, é cada vez mais irresponsável, continua a arranjar lenha para se queimar, o que não deixa de ser um destino merecido, o problema é que com os seus cantos venenosos comprometem as nações que as albergam.
Aqui está o óbvio.
Mas com a cegueira colectiva, a gula e a canalhice institucionalizadas, parece que ninguém entende. E em geral os poucos que entendem são os que estão por detrás da tramoia. Felizmente, há cada vez mais excepções. E essa é a esperança para o futuro.
Qualquer nação orgânica não decadente trata instintivamente e com rigor intransigente estes problemas e da forma correcta. Há um conjunto de regras básicas de “higiene” que qualquer povo tem forçosamente de seguir, doutra forma está liquidado. A política de nada serve se não for para isso.
A organização tradicional (e natural) foi substituida por toda esta panóplia de racionalizações arrogantes universalistas e teóricas que se espalharam como cancros, e com uma total inversão de valores. Estas servem apenas para desestabilizar e acelerar a decadência, pois não representam nada de real, apenas destabilização e artimanha de canalhas.
Nunca um grupo de cobardes ajudou ninguém, por mais ilusórios, atractivos e bem falantes que sejam, pelo contrário.
Classes haverá sempre, o contrário será impossível. Agora o que há (dentro de um povo saudável) é equilíbrio.
Com tanto “sabor” e “ração” a que temos acesso hoje, só podem mesmo é proliferar “suínos”. E eles proliferam, e bem… O drama é que proliferam na nossa terra, entre os nossos e ao toque da batuta dos seus “mestres”, podendo acabar por nos destruir de vez. São esses os objectivos de quem lança essas sementes do “reino de deus”, ou de forma análoga, da sociedade laica mundial e multiracial do “consumidor”.
Conclusão: Não são os conceitos que interessam, mas quem os manipula, quem controla as organizações e a “opinião” pública, e quem tem o dinheiro e está nos lugares chave do poder.
2000 anos de “pecadores”, “progressistas”, maçonarias, inquisições, “eleições divinas” e cabalas estão finalmente a dar os “frutos”.
Raios, que consegues encontrar textos muito bons. Eu passo pela net quase distraído, mas mesmo assim volta e meio noto umas coisas interessantes.
Como o Paul Craig Roberts, conservador estadunidense colunista do semanário neo-nazi “American Free Press” em Portugal ser traduzido e publicado no resistir.info do “sector intelectual” do PCP… ele há coisas.