A maçonaria, os partidos, a filosofia na alcova e a continuada prostituição do Estado português

by RNPD

Mais um exemplo da apregoada ética maçónica, republicana e socialista e do tráfico de influências sobre as instituições do Estado português, no caso os serviços secretos. Edificante, sem dúvida. Reportagem da Revista Sábado, de 22-07-2010:

«Até 11 de Maio do ano passado,C. P. (que a SÁBADO identifica apenas pelas iniciais por razões de segurança) era apenas mais uma assessora de nível III, escalão I (o mais baixo da função pública), do grupo parlamentar do Partido Socialista. A militante do PS, que integrou a lista de António Costa às eleições autárquicas de 2007, exerce agora funções bem diferentes do trabalho de secretariado técnico-partidário. Entrou no mundo da espionagem portuguesa e foi colocada como técnica superior no departamento das Operações do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED).A SÁBADO tentou contactar por telefone e email quer a nova espia quer o director do SIED, Jorge Silva Carvalho, mas não obteve resposta até ao fecho desta edição.

Fontes dos serviços secretos portugueses adiantaram à SÁBADO que a entrada de C. P. é vista internamente como “uma das muitas cunhas que nos últimos dois anos levaram à entrada de dezenas de elementos no SIED, a secreta que actua no exterior, mas também no Serviço de Informações e Segurança (SIS) e no próprio órgão coordenador do Sistema de Informações da República Portuguesa (SIRP). ” As cunhas vêm de todo o lado, inclusive de gente ligada à maçonaria e a partidos políticos”, revela a mesma fonte.

A ligação de C.P. ao PS não poderia ser mais evidente. Licenciada em História pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, onde chegou a colaborar como conferencista em 2003, quando concluiu a tese de mestrado em História das Civilizações Pré-Clássicas sobre o tema “A mulher e o amor no Egipto Antigo”, C. P. fez carreira no grupo parlamentar do PS antes e depois de se casar com o ex-líder da bancada socialista, António Reis, que foi deputado do PS entre 1995 e 2002.

Foi precisamente devido à influência do então marido, que ainda hoje é grão-mestre do Grande Oriente Lusitano (GOL), a mais importante corrente maçónica portuguesa, que C. P. foi também iniciada como aprendiz. A entrada na maçonaria aconteceu há pouco mais de dois anos na Grande Loja Feminina de Portugal, a irmandade que diz congregar cerca de 300 irmãs e que foi criada na esfera de influência do GOL para integrar as mulheres que não podem pertencer às lojas do Grande Oriente.

EM 2008, C. P. integrou a lista A do também maçon do GOL que ganhou a concelhia do PS de Lisboa, o deputado socialista Miguel Coelho. O lema da candidatura foi “Por urn partido de militantes” e C. P. ficou ao lado de socialistas como Marcos Perestrello, actual secretário de Estado da Defesa, Vasco Franco, hoje secretário de Estado da Protecção Civil, e a deputada Maria de Belém Roseira. Hoje, C.P. é uma das operacionais mais próximas do também maçon regular Jorge Silva Carvalho – Que dirige há dois anos o SIED, cujo passado tem sido fértil em alegadas purgas de operacionais e demissões de direcções.

Um clima que, segundo as fontes da SÁBADO retornou em força à secreta, com as sucessivas entradas de novos espiões e novas nomeações para cargos de chefia. Um outro exemplo é a recente subida do ex-chefe do departamento África, João Bicho, a novo director adjunto do serviço. Foi uma escolha pessoal de Jorge Silva Carvalho para substituir Helena Furtado de Paiva, que já regressou ao Ministério dos Negócios Estrangeiros. “Houve urna renovação gigantesca dos quadros e subidas vertiginosas de quadros sem a mínima experiência”, refere uma fonte, que denuncia “o clima de alta tensão” que já envolverá conversas de corredores sobre “a necessidade de criar sindicatos nos serviços”.»