Month: Setembro, 2010

Murais de resistência europeia

«Até ao último sorriso, para além do último suspiro!»

Somos um exército de zombies…

«Chego a casa do trabalho, esgotado e vazio. Demasiado cansado para a interacção humana, carrego nos botões do controlo remoto e fixo o olhar sem vida no grande ecrã de televisão. Não demora muito até que os comerciais e a infindável parada de “product placements” invadam as minhas defesas e penetrem a minha mente. Cada detalhe de cada mensagem é meticulosamente calculado, pensado para ser repetitivo e hipnótico, uma e outra vez, até que a manipulação mental finalmente faz efeito. A minha mente está agora cheia de desejo ilusório. Fast-Forward. Como um drogado a ressacar, dou por mim a percorrer os corredores estéreis do centro comercial como se estivesse nalgum tipo de transe. O grupo diverso de consumidores que me rodeiam…todos iguais: olhos vidrados, olhares sem vida, caras transformadas em horríveis máscaras de querer. Somos um exército de zombies. Em vez de cérebro e carne humana, devoramos “merchandise” estrategicamente colocado e produtos de preço acessível manufacturados na China. Esgoto rapidamente os meus cartões de crédito e a minha alma, regressando a casa com a minha recompensa de sacos de compras. Todos cheios de lixo produzido em massa, rapidamente jogado para a pilha do restante lixo que tenho acumulado. Amanhã vou acordar, tomarei o café e deixarei o conforto e segurança da minha casa para ir trabalhar. Passarei mais um longo e entediante dia na cativa monotonia que se mascara de emprego. Quando terminar, voltarei outra vez para casa e descansarei em frente do grande ecrã de televisão enquanto esperarei pelos radiantes comerciais, como pequenas partículas penetrando o que resta do meu cérebro. E todas as noites digo a mim mesmo: ‘talvez um destes dias eu tire a ficha.’»

Malcolm Klimowicz, Adbusters

Islamização da Europa: Será que, afinal, “teremos sempre Paris”?

“Não lhe chame preto, chame-lhe subsaariano!”

Ninguém melhor do que Felipe Botaya, a partir da sua experiência enquanto docente em diversas universidades e escolas de negócio internacionais, para nos explicar a génese e o porquê dessa “novilíngua”, no sentido orweliano do termo, que é a linguagem do Politicamente Correcto (PC). Uma “ditadura com aparência amável”, como a define o resumo do livro de que nos ocupamos, que não consiste somente na substituição de uns termos por outros, mas também na manipulação do conteúdo e conjunto léxico para alterar o significado das palavras e dos conceitos. Pois – tal como também assinala Botaya – “hoje as guerras não se ganham nos campos de batalha (…) ganham-se na mente das pessoas, confundindo e mudando os conceitos, a realidade por aquilo que não é. Quem nos conduz por este caminho, domina os meios de comunicação, a política, as empresas, a grande banca, o sistema financeiro mundial e todos aqueles recursos que movem a sociedade actual”

Botaya acerta em cheio no cerne da questão quando refere – tomando as palavras de Guillaume Faye – que o objectivo final desta linguagem PC é marcar a culpabilidade e maldade intrínseca do homem branco. O livro recorda as palavras de uma das gurus do politicamente correcto, Susan Sontag, uma das gurus do progressismo milionário de esquerdas, lésbica e prémio Príncipe de Astúrias 2003, “o homem branco é o cancro da história”. Curiosa afirmação vinda da esquerda, sempre empenhada em afirmar a não existência de raças.

O Politicamente Correcto tem intrínseca uma categorização social, quase teológica, como se diz na página 48, retomando as palavras do politólogo franco-russo Vladimir Volkoff “o politicamente correcto representa o bem e o politicamente incorrecto o mal. O paradigma do bem consiste em procurar as opções e a tolerância dos demais, a menos que as opiniões do “outro” não sejam politicamente correctas, o paradigma do mal encontra-se nos dados que precederiam a opção, sejam de carácter racial, histórico, social, moral e inclusivamente sexual”

O livro divide-se em duas partes praticamente da mesma extensão. A primeira trata da gestação e difusão do politicamente correcto, termo que nasce no comité central do Partido Bolchevique em 1919. Comité que, em 1925, entregou à sua comissão filológica um dicionário em que apareciam 735 novas palavras, desaparecendo quase 400 e a mais de 2000 muda-se-lhes o significado. Mas, se há que apontar um culpado da elaboração, difusão e imposição de uma linguagem politicamente correcta na Europa ocidental, há que referir a famosa “Escola de Frankfurt”, a ferramenta através da qual se inocula este cancro nas actuais gerações de europeus ocidentais.

A segunda parte são 150 páginas do guia de termos politicamente correctos, que aparece dividido por categorias: pessoas, sexo, animais/plantas/minerais, doenças/deficiências, exército, raças, educação, profissões, festividades, empresas, temas sociais, politicas, fórum 2004 e outros…

De leitura didáctica, dinâmica e divertida, reproduzimos algumas definições, que é o melhor modo de apresentar este novel dicionário:

Identificada com a mulher: Lésbica

Pessoa invisual: Cega

Estimular-se: Drogar-se

Defesa Agressiva: Termo do exército dos EUA para uma ofensiva agressiva.

Apoio Aéreo: Bombardeamento

Deslocados: Deportados, expulsos, refugiados políticos. Termo que faz finca-pé no aspecto temporal da situação

Acção executiva: Assassinato. CIA.

Serviço de Inteligência: Serviço de Espionagem

Exército de libertação: Exército invasor, sobretudo comunista.

Vitória moral: Derrota. Sova completa .

Levar a liberdade ao povo: Invadir, colonizar, espoliar

Afro-americano: Termo “sensível” e politicamente correcto para referir-se aos negros dos EUA

Atelier: Escola. Termo maçónico mas muito progressista

Festas típicas alcoyanas: Festas de mouros e cristãos de Alcoy. Termo “sensível” e não agressivo para os magrebinos, que na realidades são os “bons”

Flexibilidade laboral: Despedimento livre

Zonas urbanas sensíveis: Guetos étnicos formados por imigrantes de diversas origens

Inadaptado: Sem-vergonha. Vagabundo.

Colectivos com risco de exclusão social: Delinquentes de facto ou em potência

Feliz acontecimento: Parto. Parir.

E,claro…

Subsaarianos: Pretos

Recensão de Enrique Ravello

Manifesto neo-marxista ou…Groucho, o Marx para o homem de bom-gosto.

O candidato da Nação

10 Pontos Cardiais

Estas orientações consubstanciam a linha de rumo da candidatura de José Pinto-Coelho à Presidência da República. Constituem, no fundo, um pacto de sangue e solo a firmar entre ele e os Portugueses. Mais do que um simples compromisso, trata-se de um verdadeiro programa de acção.

I – Contribuir para a refundação de Portugal, conduzindo-O do malogro ao milagre, no mais curto prazo de tempo, antes que seja tarde demais. Para tal, discutir todas as questões essenciais e a própria natureza do regime.

II – Pugnar por um sistema simultaneamente tradicional e vanguardista, rejeitando passadismos inúteis e progressismos prejudiciais.

III – Instaurar um projecto político de raiz nacionalista, que nos devolva a faculdade de contemplar o corpo da Pátria em todos e em cada um dos Seus membros, passados, presentes e vindouros.

IV – Promover e desenvolver uma dinâmica social de sentido aristocratizante, tão ampla quanto possível, com vista a criar uma mentalidade colectiva de fundo aristocrático.

V – Defender os valores da Família e da Vida, sem concessões de qualquer espécie.

VI – Fomentar em todos os Portugueses o sentido histórico de pertença à comunidade nacional. As crises, mesmo as financeiras, não se vencem apenas com contas e percentagens, que por natureza são sempre da ordem do transitório e do imediato.

VII – Travar as batalhas da Educação, da Saúde e da Justiça, através de um programa nacionalista com olhos para o futuro.

VIII – Salvaguardar a noção de Nação face à ameaça de morte que sobre ela impende, por via do federalismo desagregador.

IX – Privilegiar sempre a consideração estética e a abordagem cultural do fenómeno político: hoje por hoje, as grandes batalhas ideológicas e políticas vencem-se ou perdem-se culturalmente — e, as mais das vezes, ganham-se ou perdem-se literariamente e por via artística. Para tal, cultivar uma política da beleza e do bom-gosto, com o propósito de combater o culto generalizado da fealdade e da pimbalhice.

X – Criar as condições de existência de um Portugal renovado e inovador, assente nos Seus quase nove séculos de vida, e que de novo imprima a Sua marca na História. Inventámos a navegação contra o vento; inventemos agora a navegação contra a crise.

***

Quero Apoiar!

Campanha Nacional de Recolha de Assinaturas para propor a candidatura de José Pinto-Coelho à Presidência da República

As candidaturas à Presidência da República necessitam de ser propostas por um mínimo de 7.500 eleitores.

Só com a sua ajuda se tornará possível a candidatura de José Pinto-Coelho. Seja proponente da candidatura!

Para o efeito, deve preencher estes dois documentos que se encontram em formato PDF:

Declaração de Propositura
Requerimento de Certidão de Eleitor

Uma vez preenchidos e assinados, pedimos-lhe que os envie para:

Apartado 8076
1804-001 Lisboa

Nota: se não se recordar do seu número de eleitor, pode obtê-lo online consultando a Base de Dados do Recenseamento Eleitoral.

O sentido da Honra

«O verdadeiro sentido da honra é a recusa em pactuar com o que é feio, baixo, vulgar, interesseiro, não gratuito; uma recusa de se vergar perante a força só por ser a força, perante a paz só por ser a paz, perante o bem-estar só por ser o bem-estar. A honra implica, naquele que a possui, um sentido altivo e resoluto do risco, do jogo onde se arrisca perder a vida ou ganhar a estima dos pares, um sentido do trágico do destino e também da dignidade do infortúnio.»

Lucien Febvre

Do homem superior

I
Quando pela primeira vez estive com os homens cometi a loucura do solitário, a grande loucura: fui para a praça pública.
E como falava a todos, não falava a ninguém: e de noite tinha por companheiros saltimbancos e cadáveres; eu próprio era quase um cadáver!
A nova manhã trouxe-me uma nova verdade: aprendi então a dizer: “Que me importam a praça pública e a populaça e as orelha compridas da populaça?”
Homens superiores, aprendei isto comigo: na praça pública ninguém acredita no homem superior. E se teimais em falar lá, a populaça diz: “Todos somos iguais”.
“Homens superiores — assim diz a populaça: — não há homens superiores: todos somos iguais; perante Deus um homem não é mais do que outro: todos somos iguais!”
Perante Deus! Mas agora esse Deus morreu; e perante a populaça nós não queremos ser iguais. Homens superiores, fugi da praça pública!
(…)
III
Os mais preocupados perguntam hoje: “Como se conserva o homem?” Mas Zaratustra pergunta — e é o primeiro e único a fazê-lo: — “Como será o homem superado?”
O Super-homem é que me preocupa; para mim é ele o primeiro e o único, e não o homem: não o próximo, o mais pobre, nem o mais aflito, nem o melhor.
Meus irmãos, o que eu posso amar no homem é ele ser uma transição e um fim. E em vós também há muitas coisas que me fazem amar e esperar.
Desprezastes, homens superiores: é isso que me faz esperar: porque os grandes desprezadores são também os grandes reverenciadores.
Desesperastes, coisa que merece grande respeito; porque não aprendeste a render-vos, nem aprendeste a ser prudentes.
Hoje, os pequenos tornaram-se senhores: todos pregam a resignação e a modéstia e a prudência, e a aplicação, e as considerações, e as virtudes pacatas.
O que é de espécie feminil, o que procede de servil condição, e mormente a turba plebeia, é o que quer agora assenhorear-se do destino humano. Horror! Horror! Horror!
Esse pergunta uma e outra vez, sem se cansar: “Como se conservará o homem melhor, mais tempo e mais agradavelmente? “Assim são hoje os senhores”.
Ó! Meus irmãos! Subjugai-me esses senhores actuais, subjugai-me essa gentinha: é o maior perigo do Super-homem.
Homens superiores, dominai as virtudes enganosas, as considerações com os grãos de areia, o bulício de formigas, a ruim complacência, a “felicidade dos outros!”
A ter que vos renderdes preferi desesperar.
Amo-vos deveras, homens superiores, porque hoje não sabeis viver! Pois assim viveis… melhor!»

Assim Falou Zaratustra, Do Homem Superior, I e III

Wiwat zwycięstwo!


A lição de Sarpédon

(O Sono e a Morte levando o corpo de Sarpédon da Lícia, Johann Heinrich Füssli, 1803)

“Glauco, por que razão nós dois somos os mais honrados
com lugar de honra, carnes e taças repletas até cima
na Lícia, e todos nos miram como se fossemos deuses?
Somos proprietários de um grande terreno nas margens do Xanto,
belo terreno de pomares e de searas dadoras de trigo.
Por isso é nossa obrigação colocarmo-nos entre os dianteiros
dos Lícios para enfrentarmos a batalha flamejante,
para que assim diga algum dos Lícios de robustas couraças:
‘Ignominiosos não são os nossos reis que governam
a Lícia, eles que comem as gordas ovelhas e bebem
vinho selecto, doce como mel; pois sua força é também
excelente, visto que combatem entre os dianteiros dos Lícios’.
Meu amigo, se tendo fugido desta guerra pudéssemos
viver para sempre isentos de velhice e imortais,
nem eu próprio combateria entre os dianteiros
nem te mandaria a ti para a refrega glorificadora de homens.
Mas agora, dado que presidem os incontáveis destinos
da morte de que nenhum homem pode fugir ou escapar,
avancemos, quer outorguemos glória a outro, ou ele a nós.”

Ilíada, XII, 310-325, Edições Cotovia, tradução de Frederico Lourenço

A Íliada e a Odisseia, os verdadeiros livros sagrados ou religiosos dos europeus, como os definiu Dominique Venner, estão permeadas, em todos os momentos, por uma metafísica aristocrática e trágica, anti-igualitária, com homens superiores que lideram as massas pelo exemplo da sua coragem nos momentos mais difíceis, que vivem pela palavra dada e pela lealdade aos camaradas, rejeitando concepções absolutistas do bem e do mal, e rejeitando uma salvação de tipo bíblico, apocalíptica, a ocorrer no final dos tempos para os humildes e fracos… antes pelo contrário, ali os homens “salvam-se”, ou melhor, imortalizam-se, pela grandeza na batalha, na das armas e nas da vida.

O trecho que citámos, que é o discurso de Sarpédon a Glauco, é um exemplo claro dessa ética que atravessa a poesia épica europeia, e nomeadamente a homérica.

“Glauco, filho de Hipóloco, era um dos melhores guerreiros dentre os lícios, e lutava sempre ao lado de Sarpédon, rei dos lícios e filho de Zeus. Depois da morte deste, passou a comandar as hostes lícias, até à derrota final de Tróia.” (Wikipedia)

O discurso de Sarpédon, que era rei, lembrará a Glauco que um verdadeiro espírito aristocrático não é questão de berço nem de título, mas de provas dadas nas frentes de combate que o destino impõe. E Glauco, depois da morte do seu rei e camarada, demonstrará estar à altura daquela lição.

Da elite não é o general ou o líder que está “estrategicamente” na retaguarda, é o que avança à frente dos demais e não recua quando os outros pensam fugir.

Na segunda parte deste excerto da Ilíada podemos verificar que ao contrário da moral bíblica, que determina as acções em função de uma lógica privada e pessoal de culpa, pecado, perdão e redenção, a ética homérica (ou europeia clássica) desconhece esses conceitos: é uma ética de vergonha e glória. O herói homérico age impulsionado, não pela culpa ou pela necessidade de perdão, mas pela vontade de manter a face, de andar de cabeça erguida e orgulhoso perante os seus, de não sentir vergonha dos seus actos, de não ser apontado como um cobarde, e a sua imortalidade, por essa mesma razão, é conquistada pela glória que alcança quando chamado a enfrentar o destino mais árduo. Interessa-lhe deixar como herança aos seus descendentes uma memória de bravura, um nome de que se orgulhem.

Enquanto a moral bíblica espera um deus que vem oferecer a salvação aos dóceis e humildes, que para tal devem viver a pedir perdão pelos seus supostos pecados, para aliviarem as suas culpas e mostrarem arrependimento, na ética clássica europeia são os duros e orgulhosos que se elevam eles próprios, pela grandeza das suas acções, à altura dos deuses.