Contra a direita liberal: uma lição actual para a área Nacional e Social

by RNPD

«O comunismo e a sua guarda avançada, o socialismo, não vieram do nada. Se conseguiram abrir a sua fenda, expandir-se e se arriscam tudo submergir, é porque as suas reivindicações correspondem a um estado de espírito. O povo não é nem idiota nem maldoso. Se se dirigiu para a esquerda é porque tinha as suas razões.

Atacar Moscovo não serve para nada, para os que se dedicam a esse trabalho negativo. O essencial é perceber os motivos do sucesso do marxismo e do comunismo, para não mais deixar o país cair em erros quase mortais.

Tome-se o exemplo de um trabalhador socialista. De um trabalhador comunista. Em novecentos e noventa e nove de mil casos são tipos bravos, corajosos, honestos, que dão todo o seu trabalho e todo o seu coração à sua mulher e ao seu lar. Não admitimos que se insultem estes homens.

Lutam pelos seus filhos. Não têm uma bela vida todos os dias. Eles prologam as magníficas virtudes do nosso povo. Quando pensamos nestes tempos terríveis de miséria do povo, há apenas uma coisa que espanta: que ele tenha esperado tanto tempo para se revoltar.

Tinha jornadas de trabalho esgotantes, da alvorada à noite, os riscos do trabalho, a escravatura das crianças e das mulheres.

A memória desses tempos faz-nos estremecer de cólera e raiva! Era isso a ordem! Era isso a justiça do Cristo!

Os que toleraram durante dezenas de anos essa sorte monstruosa do povo tinham corações de pedra e olhos sem lágrimas.»

Léon Degrelle, Le pays réel, 1936