Month: Dezembro, 2010

Lembram-se desta cena no magistral clássico de John Carpenter?

Aut viam inveniam aut faciam

Declaração de posição

“Esgotados pela guerra, repelidos pelo destino, os chefes dos gregos, após tantos anos já passados, constroem, com a divina ajuda de Palas, um cavalo semelhante a uma montanha, e ajustam pranchas de abeto em seus flancos; fingem ser um voto pelo seu regresso; e a notícia de tal facto correu. Colocam em seu tenebroso flanco homens de escol, escolhidos pela sorte, e enchem-lhe as cavidades profundas e o ventre enorme de soldados armados.

(…) Vários contemplam com estupor a oferenda funesta feita à virgem Minerva e admiram a grandeza do cavalo; e, em primeiro lugar, Timoetes nos exorta a levá-la para dentro das muralhas e a colocá-la na cidadela, seja por dolo, seja porque já os fados de Tróia assim decretassem. Cápis, porém, e os que tinham o espírito melhor avisado queriam atirar ao mar ou entregar às chamas o presente insidioso e suspeito dos gregos ou furar as cavidades e sondar os esconderijos.”

Virgílio in Eneida, II

Nós, como os nossos companheiros de resistência no Brasil, como qualquer homem orgulhoso da sua linhagem europeia em qualquer parte do mundo, somos filhos da Europa. Não temos nada que ver com a cultura lusófona que se distancia da superior civilização europeia, com o seu mito do “bom selvagem”, a sua celebração da mestiçagem e dos ritmos tropicais. Que fique claro: A nossa pátria não é a língua portuguesa. Perante o Cavalo de Tróia, estaremos ao lado de Cápis enfrentando os discípulos de Timoetes!

Heimdall, o zulu

No início de 2011 vai estrear um filme sobre o super herói da Marvel, Thor. Como saberão, a história de Thor e dos restantes personagens é baseada na mitologia religiosa nórdica, e mais concretamente na Edda. Um desses personagens é o deus Heimdall, que nos textos sagrados da Edda é o “deus branco”, ou “o mais branco dos deuses”.

Pois bem, o realizador Kenneth Branagh e os estúdios da Marvel escolheram para desempenhar o papel do deus nórdico um actor negróide que também é “artista de hip-hop”! Isto é de um ridículo a toda a prova mas é apenas mais um episódio das habituais acções de reengenharia social que, através da “arte”, visam destruir qualquer resíduo de diferenciação racial e identitária do homem branco.

Notamos, aliás, que não é a primeira vez que personagens da Marvel sofrem uma peculiar mutação racial, deixando de ser caucasianos para passarem a ser outra coisa qualquer. Lembramo-nos, por exemplo, do caso de Nick Fury, que passou a ser negro nas adaptações cinematográficas e posteriormente nos próprios livros.

Porém, a hilariante africanização de Heimdall leva o primeiro prémio do absurdo, pois trata-se de uma deidade norte-europeia e cuja história extravasa o universo da Marvel.

O gosto pela vulgaridade

«A incidência dos processos regressivos que descrevemos nas páginas precedentes, no plano geral dos costumes e dos gostos, manifesta-se numa das suas formas mais típicas no gosto pela vulgaridade, com o seu subsolo mais ou menos subconsciente constituído por um prazer pela degradação, pela autocontaminação. As diferentes expressões de uma tendência para a deformação e de um gosto por aquilo que é feio e baixo são-lhe próximas. (…)

Até ontem, víamos exactamente o contrário: muitas pessoas, homens e mulheres, das classes mais baixas procuravam, mais ou menos artificialmente e desajeitadamente, imitar os modos, o linguajar, o comportamento das classes superiores. Hoje faz-se o oposto e julga-se não ter preconceitos, quando na realidade se é apenas vulgar e imbecil.»

Excerto do imperdível texto “o gosto pela vulgaridade”, publicado no nº 11 do Boletim Evoliano

Conteúdo Dissidente: livros livres

O exemplo da UDC na Suiça

Publicamos uma recensão de Yvan Blot a um livro que procurava analisar o que caracteriza a actual UDC suíça, enquanto partido identitário, e perceber o seu sucesso. Para reflectir sobre o exemplo…

«Segundo o autor a UDC renovou-se, rejuvenesceu e radicalizou-se aplicando uma “fórmula vencedora” original. Essa fórmula corresponde a quatro temas dominantes:

– A crítica do sistema e da classe política (para blocher, líder do partido, blufistas pretensiosos sedentos de privilégios) em nome da democracia verdadeira;
– A defesa da singularidade suíça e da identidade nacional, particularmente face à U.E e sobretudo face à imigração;
– O liberalismo económico limitado pela preferência nacional em matéria social e de protecção dos agricultores;
– O conservadorismo moral fundado sobre a luta contra a insegurança.

Tradição e Inovação, conservadorismo e modernidade

(…) Blocher renovou os métodos do partido a partir da secção de Zurique. Tem meios financeiros importantes, uma imprensa que não é negligenciável, particularmente com o hebdomadário nacional de alto nível “Weltwoche”. Dispõe também de uma importante associação, a «Associação para uma Suíça Neutra e Independente». Soube mobilizar a clientela dos desiludidos do sistema político, dos abstencionistas e de numerosos jovens ao mesmo tempo que fidelizava os seus partidários (…)

A UDC: Um movimento democrata-identitário

No fim o autor interroga-se sobre a etiqueta a dar a um tal partido. Recusa os termos “extrema-direita”, ou «direita radical», ou “nacional-conservadorismo” para preferir nacional-populismo. Na realidade o autor não quer pisar o risco e reconhecer o carácter profundamente democrático da UDC, daí a escolha depreciativa da palavra “populismo”. Na verdade estamos na presença de um partido democrata-nacional ou democrata-identitário. Mas a sua fórmula vencedora não é dupla mas quádrupla:

– Democracia directa (crítica da oligarquia no poder)
– Conservadorismo de valores (crítica do laxismo e discurso securitário)
– Liberalismo económico (crítica do fiscalismo e do estatismo)
– Defesa da nação (nomeadamente face a uma imigração exagerada)

Desta forma a UDC conseguiu vitórias eleitorais únicas na história recente da Suíça sem contar os sucessos nas iniciativas e referendos que ela promoveu beneficiando da ajuda da democracia directa.»

Hoje, no regresso…

Senta-se no banco em frente ao meu. Loira, com cerca de 30 anos, aspecto não muito cuidado…começa a falar ao telemóvel: “ya…acredita, era mesmo tipo isso…fogo…ya…ya,ya…bem, isso era bueda fixe…hahaha…não, não! Era mais assim tipo aquela cena do outro dia, tás a ver?…bué mesmo, tens razão. Bem eu adoro esses, são bueda fixes, adoro os meus alunos do nono ano, às vezes tamos na aula e a gente começa-se a rir sem parar, tás a ver?…ya…”

30 anos, educação universitária,professora, curte bué os alunos fixes do nono ano e às vezes passam as aulas a rir bué.

Moral nacional-revolucionária

Moral

Guarde o seu espírito fora das correntes de moda e sobre as críticas dos ignorantes da vez. Apenas assim poderá conservar o seu juízo claro para a luta.

Mantenha sempre o seu cérebro activo. Não seja ocioso. Ajude a saúde de seu corpo mantendo uma mente clara. Escolha bem as suas leituras ou peça conselho a pessoas de sua confiança. Escreva,medite, estude.

Tenha fé. A fé é um património que não lhe podem roubar. É a sua única arma invencível. Frente ao poder do dinheiro, e à depravação materialista, levante a tocha da sua fé na vitória final.

A fé não se racionaliza. Não se chega a ela pela ciência ou razão. A fé carrega-se no sangue e na alma e provém do Todo Poderoso. Apenas é preciso cultivá-la, deixá-la brotar.

Mantenha-se à margem da propaganda burguesa e democrática. Os jornais, as revistas, o cinema, a televisão, estão impregnados de cepticismo, materialismo e numerosos valores
negativos. Leia e propague a imprensa nacional revolucionária, que denuncia a hipocrisia do Sistema.

Despreze o traidor. O traidor carece de honra e por isto é indigno de ser tratado como pessoa.

Seja valente. Um carácter débil é facilmente vulnerável.

Não confunda valentia com inconsciência ou temeridade. Aquela é fruto do amadurecimento como homem. Estas, são reflexos de uma mente infantil.

Despreze o cobarde. A cobardia é uma fraqueza. Também o valente tem medo, mas possui a força espiritual necessária para vencê-lo. O cobarde é egoísta, pois assegura a sua própria integridade a custo dos demais.

Respeite o inimigo sempre que seja digno. Despreze o inimigo indigno.

Não se deixe lisonjear por falsas concessões da decadente democracia partidocrática. Não se trata de recuperar o que já está apodrecido, mas de promover o evidentemente sadio. Para que é que você deseja uma parcela de poder se pode criar um mundo novo?

Mantenha uma norma de conduta linear e nunca se separe dela. Renunciar a um princípio pela dificuldade que implica é trair-se a si mesmo.

Que exista coerência entre o seu pensamento e a sua acção. Do contrário, começa-se a viver como não se pensa e acaba-se a pensar como se vive.

Não se deixe influenciar pelo fácil. Siga sempre o que a sua consciência lhe dita. Não existem dificuldades insuperáveis. Os problemas existem para ser abordados.

Não confunda o amor com mera atracão física. O prazer físico é efémero e busca-se como único fim, degradante. O amor é altruísmo, a negação do próprio ser para formar outro em que se fundem os espíritos dos amantes. Somente assim o amor é eterno. Entregue-se de todo coração à pessoa amada.

O amor autêntico é forte e supera toda a penúria e enriquece-se por meio do sacrifício e do esquecimento de si mesmo. Amar é entregar-se totalmente, em troca de nada. Na história, as únicas causas ou empreendimentos que morrem são aquelas pelas quais o homem se nega a morrer.

Respeite sempre o sexo oposto. Homem e mulher têm valores espirituais que os fazem dignos da mesma admiração. O artificial confronto entre sexos visa esconder que apenas no amor, no respeito e na colaboração mútua o ser-humano encontra a paz anímica e a tranquilidade psicológica, necessárias para uma vida criadora.

Mantenha-se sempre preparado para a luta. Lembre-se que esta se apresenta em cada instante e de muitas formas. A luta física, uma guerra, é a mais fácil; sabe onde está o inimigo e os objectivos são claros. Mas as modas, as correntes ideológicas de origem obscura, as actividades degradantes, a vida fácil… São inimigos que vão afundando o seu espírito. A vida é uma luta constante.

Respeite seu corpo. Tenha em conta que um modo de vida decadente é um triunfo do inimigo. Uma imagem forte é importante, mas não é garantia suficiente, pois pode esconder fraquezas
interiores nefastas. Cuide do seu corpo e do seu espírito.

O vício degenera o corpo e o espírito. Não deixe que nenhum vício o domine. Pense que quanto mais preso se encontre, mais difícil será libertar-se. O vício rebaixa a condição humana e
afasta-a do arquétipo ideal que devemos procurar, ainda que sem o atingir totalmente.

Lute sempre pela verdade e despreze o mentiroso. A mentira é o refúgio do cobarde.

Faça com que a herança que é deixada aos seus filhos e aos seus camaradas seja rica de exemplos de nobreza, rectidão, educação, heroísmo, e em tudo aquilo que faça de sua memória um exemplo de comportamento.

Não queira ser sempre generoso, mas ser sempre justo.

Pedro Varela, Ética Revoluvionária, p. 13-16, Thule Editora

Pedro Varela condenado por vender livros

Pedro Varela, o proprietário da Libreria Europa, acaba de ser condenado em Espanha a 1 ano e 3 meses de prisão, pelo crime de “difusão de ideias genocidas”!?

Esclarecendo: Pedro Varela foi condenado à prisão por vender livros. Nada mais. O problema é que alguns desses livros contestam a historiografia oficial do holocausto judaico e no Ocidente os interesses judaicos determinam os limites daquilo que podemos dizer e pensar.

Que liberdade existe quando não há liberdade para duvidar dos factos oficiais, seja de que história for? Se o holocausto aconteceu e se aconteceu como é apresentado pelos sistemas de poder no Ocidente, por que é que têm medo que as pessoas possam ler opiniões divergentes e ser apresentadas a outros dados? Se o sistema não confia na capacidade das populações distinguirem a verdade num assunto que é supostamente tão evidente como o holocausto, o que é que isso diz sobre a capacidade da democracia funcionar com base no voto e na capacidade de decisão das populações?

Há quem, perante esta decisão do sistema judicial espanhol, lembre o livro de Ray Bradbury, “Fahrenheit 451”. Nessa famosa ficção somos transportados para uma realidade em que as pessoas estão proibidas de ler livros, são detidas se tiverem livros e estes são queimados…mas a verdade é que esta realidade ultrapassa aquela ficção. Porque naquela ficção a censura era evidente e declarada. Na nossa realidade, ela é dissimulada, o sistema não nos impede de ler ou publicar livros, o sistema até encoraja determinada leitura, porque a sua propaganda também se faz dessa forma. Não! Na nossa realidade só alguns livros são perigosos, só alguns livros não devem ser escritos ou editados… e são “eles” que decidem o que “nós” podemos ler.

Uma nota final para o imenso silêncio que, mais uma vez, se fez sobre esta condenação. É impressionante que entre tantos dedicados defensores da liberdade que existem nas sociedades ocidentais, as pessoas possam ser presas por vender livros sem o mínimo ruído. Terrivelmente revelador.