Month: Junho, 2011

O homem das cidades cosmopolitas…



A miséria parece uma secreção do progresso, da civilização. Não é nos campos (até em plena crise), onde a vida é simples e sem ambições, que a miséria se torna aflitiva, dramática. A sua tragédia sem remédio desenvolve-se antes nas cidades, nas grandes capitais, tanto mais insensíveis e duras quanto mais civilizadas. A mecanização, o automatismo do progresso que transforma os homens em máquinas, isolam-no brutalmente substituindo os seus gestos e impulsos afectivos por complicadas e frias engrenagens. O homem das cidades, modelado, esculpido na própria luta com os outros que lhe disputam o seu lugar ao sol, é talvez, sem reparar, a encarnação do próprio egoísmo.

António de Oliveira Salazar, in ‘Salazar: O Homem e a Sua Obra’

McCrap

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Sluts…

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Algumas observações rápidas sobre a “SlutWalk” que se vai realizar em Lisboa:

1)As roupas têm desde sempre um papel de relevo nos jogos do eros;

2)Um homem com sanidade não viola mulheres, estejam elas mais ou menos despidas, sejam mais ou menos putas. Um indivíduo que viola é (ou está) demente. Duvido muito que quem tem comportamentos desviantes dessa gravidade se debata com o dilema moral da rejeição da mulher valer o mesmo independentemente da indumentária. Parece-me, aliás, lógico que roupas mais sugestivas possam favorecer esse tipo de comportamentos aberrantes nos que os praticam. Sejamos claros, se eles respeitassem os limites da vontade feminina não violariam para começar…

3)Trata-se por isso de uma acção política que não visa abordar em concreto a problemática dos crimes de violação mas sim, ao abrigo desse subterfúgio, fazer metapolítica contra determinadas normas e padrões culturais;

4)As “passeatas de putas” procuram agir através do choque social, da ruptura de costumes…é uma das bases de actuação das teorias da crítica social que o marxismo cultural implementou no Ocidente depois da segunda guerra e de que também se serviram os movimentos feministas radicais. Mas essas estratégias fizeram o Ocidente cair numa anestesia amoral, ou seja, paradoxalmente já nada choca o suficiente durante suficiente tempo… no final será apenas um grupo de mulheres com falta de nível e com direito a 5 minutos nos telejornais antes de passarem uma outra reportagem qualquer a que também ninguém ligará nada no dia seguinte;

5)O essencial numa mulher é a feminilidade e a classe, ou seja, uma certa elevação nos gestos, nas posturas e nos comportamentos. Isso é incompreensível para quem participa, entre outras coisas, numa “passeata de putas”.

Virtudes

A fábrica das ideias em voga

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«Ver televisão é a actividade de lazer (ou melhor não-actividade) preferida de milhões de pessoas em todo o mundo. O americano médio, aos sessenta anos, passou quinze anos em frente a um ecrã de televisão. Passa-se o mesmo em muitos outros países.

Muitas pessoas acham que ver televisão é “relaxante”. Observe de perto e perceberá que quanto mais tempo o ecrã for o centro da sua atenção, mais a sua actividade mental se torna suspensa, e nos longos períodos em que está a ver um “talk-show”, um concurso, uma comédia, ou até publicidade, não há qualquer pensamento gerado na sua mente. Não apenas esquece os seus problemas, como se torna temporariamente livre de si mesmo – o que poderá ser mais relaxante do que isso?

Ver televisão cria um espaço interior? Torna-o presente? Infelizmente, não. Apesar de, por longos períodos a sua mente poder não gerar qualquer pensamento, está ligada ao “show” televisivo. A sua mente está inactiva apenas no sentido em que não produz pensamentos. Continua, no entanto, a absorver continuamente pensamentos e imagens que atravessam o ecrã de televisão. Isto induz a uma espécie de transe, um estado passivo de alta susceptibilidade, não muito diferente da hipnose. Por isso, a televisão está ligada à manipulação da “opinião pública”. Políticos e grupos de interesse, assim como publicitários, sabem-no e, por isso, pagam milhões de dólares para apanhar o espectador nesse estado de receptividade descuidada. Eles querem que os seus pensamentos se tornem os pensamentos do espectador, e normalmente conseguem.»

Eckhart Tolle (via Legio Victrix)

Com as forças da ordem

Ao contrário do que é divulgado pelos números e estatísticas oficiais, os portugueses sentem que a criminalidade continua a crescer e alastrar, embora seja encoberta a sua verdadeira dimensão.

O discurso politicamente correcto que vê racismo e xenofobia em toda a parte, leva a que as chamadas minorias étnicas se sintam impunes, os polícias desprotegidos e os portugueses calem a revolta que sentem com toda a razão.

Nós não calamos e bem sabemos de onde vem a maior parte da criminalidade. Sabemos que esta situação de receio e laxismo, por parte da governação, tem transformado Portugal num paraíso para delinquentes que se sentem à vontade para a prática do crime e num inferno para as Forças da Segurança, desautorizadas, sem meios e que vêem os seus agentes condenados por actuarem no cumprimento do seu dever.

Basta! No dia 24 de Junho, pelas 17.30 horas, o PNR fará uma acção de protesto com distribuição de propaganda, no Terreiro do Paço (perto do Ministério da Administração Interna), em Lisboa, num acto de solidariedade para com a Polícia e denúncia da criminalidade crescente.

Queremos segurança para os Portugueses. Não há liberdade nem qualidade de vida sem Segurança!

PNR

Amor em tempos de cólera

No meio do caos dos motins ela caiu…ele correu e beijou-a.

(Fotografia de Richard Lam encontrada no Café da Insónia)

As faces do capitalismo

Imagem de Lewis Hine(Imagem de Lewis Hine)

«Dizem-nos frequentemente que se o governo saísse simplesmente do caminho e parasse de sobre-regulamentar os negócios, o mercado ajustar-se-ia automaticamente de uma forma que seria melhor para todos. Houve um tempo em que as regulamentações sobre os negócios eram muito menores do que são hoje. A História documentou o rosto dessa prosperidade.»

The Distributist Review

A mesma subversão…

«Tanto na vida individual como na colectiva o factor económico é hoje o mais importante, real e decisivo. Uma era económica é fundamentalmente anárquica e anti-hierárquica, representa uma subversão da ordem natural. Este carácter subversivo está presente tanto no marxismo como no seu aparente antagonista: o capitalismo moderno. O maior absurdo é aqueles que hoje dizem representar uma direita política permanecerem no círculo escuro e nebuloso desenhado pelo demoníaco poder da economia – um círculo habitado tanto pelo marxismo como pelo capitalismo, juntamente com uma série de fases intermédias. Hoje, aqueles que se alinham contra as forças da esquerda deveriam insistir nisto. Não há nada mais evidente do que o facto do capitalismo ser tão subversivo quanto o marxismo. A visão materialista da vida que é a base dos dois sistemas é idêntica.»

Julius Evola, Men Among the Ruins

Viagem Medieval