Sluts…

by RNPD

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Algumas observações rápidas sobre a “SlutWalk” que se vai realizar em Lisboa:

1)As roupas têm desde sempre um papel de relevo nos jogos do eros;

2)Um homem com sanidade não viola mulheres, estejam elas mais ou menos despidas, sejam mais ou menos putas. Um indivíduo que viola é (ou está) demente. Duvido muito que quem tem comportamentos desviantes dessa gravidade se debata com o dilema moral da rejeição da mulher valer o mesmo independentemente da indumentária. Parece-me, aliás, lógico que roupas mais sugestivas possam favorecer esse tipo de comportamentos aberrantes nos que os praticam. Sejamos claros, se eles respeitassem os limites da vontade feminina não violariam para começar…

3)Trata-se por isso de uma acção política que não visa abordar em concreto a problemática dos crimes de violação mas sim, ao abrigo desse subterfúgio, fazer metapolítica contra determinadas normas e padrões culturais;

4)As “passeatas de putas” procuram agir através do choque social, da ruptura de costumes…é uma das bases de actuação das teorias da crítica social que o marxismo cultural implementou no Ocidente depois da segunda guerra e de que também se serviram os movimentos feministas radicais. Mas essas estratégias fizeram o Ocidente cair numa anestesia amoral, ou seja, paradoxalmente já nada choca o suficiente durante suficiente tempo… no final será apenas um grupo de mulheres com falta de nível e com direito a 5 minutos nos telejornais antes de passarem uma outra reportagem qualquer a que também ninguém ligará nada no dia seguinte;

5)O essencial numa mulher é a feminilidade e a classe, ou seja, uma certa elevação nos gestos, nas posturas e nos comportamentos. Isso é incompreensível para quem participa, entre outras coisas, numa “passeata de putas”.