Big brothers, vedetas de cinema, Angélicos, Não-sei-das-quantas Ronaldo, Special One, e C& Ltda
by RNPD
«Os meios de comunicação de massas, com o seu culto da celebridade e a sua tentativa de cercá-la de encantamento e excitação, transformaram-nos numa nação de fãs, de frequentadores de cinema. Os “Media” dão substância e, por conseguinte, intensificam os sonhos narcisistas de fama e glória, encorajam o homem comum a identificar-se com as estrelas e a odiar o “rebanho”, e tornam cada vez mais difícil para ele aceitar a banalidade da existência quotidiana. Frank Gifford e a equipa de futebol dos New York Giants “sustentaram, para mim,” escreve Exley, “a ilusão de que a fama era possível”.
Perseguido e, na sua própria visão, destruído por “este horrível sonho de fama”, esta “ilusão de que eu poderia fugir do desolador anonimato da vida” Exley descreve-se a si mesmo, ou ao seu narrador – como sempre, a distinção não é clara – como um vácuo voraz, uma fome insaciável, um vazio à espera de ser preenchido com as ricas experiências reservadas para os poucos escolhidos. Um homem comum em muitos aspectos, Exley sonha com “um destino que é grande demais para mim! Como o Deus de Miguel Ângelo estendendo a mão para Adão, não desejo menos do que estender-me pelos tempos e deixar as marcas dos meus dedos sujos na posteridade!…Nada existe que eu não deseje! Quero isto, e aquilo, e quero – bem, tudo!”. A moderna propaganda do consumo e da boa vida sancionou a gratificação do impulso e tornou necessário para o indivíduo desculpar-se pelos seus desejos ou disfarçar as suas proporções gigantescas. Contudo esta mesma propaganda tornou insuportável o fracasso e a perda. Quando finalmente percebe – o moderno “Narciso” – que arrisca “viver, não só sem a fama, mas sem o eu, viver e morrer sem nunca ter tornado os seus amigos conscientes do espaço microscópico que ocupa neste planeta”, ele experimenta esta descoberta não só como um desapontamento, mas como uma explosão do seu sentido de identidade. “ O pensamento quase me dominou”, escreve Exley,” e eu não podia lidar com ele sem que ficasse insuportavelmente deprimido”.
Na sua vacuidade e insignificância, o homem de capacidades comuns tenta aquecer-se com o brilho reflectido pelas estrelas.»
Christopher Lasch, A Cultura do Narcisismo, pgs 43-44, Imago Editora Ltda

Se rebanho são os escravos involuntarios.
Como se chamam os famosos,escravos voluntarios?
Essa defenição de rebanho tem muito que se lhe diga…
O texto tem razão nalguns pontos,embora noutros…
O Mourinho não mereçe tar nesse saco.Ele é bom e ponto,na arte do futebol ele é um bom estratega e bom condutor de homens,tem merito.O resto é letra.
Angélicos,gajos que ganharam os big brothers,jet set,e etc isso é apenas o lixo sub humano que serve como modelo para degenerar a sociedade.
Não há uma obra,seja ela de que tipo for,de qualidade elevada,que eles deixem no mundo quanto partirem.
Isso é um tipo de “cultura” de raiz americana que não só glorifica o vulgar,como o mediocre, e que transformados em “modelos” de sociedade o “end goal” é atravez do processo das chamadas legiões de fãs fazer copias e assim nivelando a sociedade toda pela mediocridade.
Uma Socidade sem inteligencia,sem qualidade alguma,sem força moral,materialista e escrava do dinheiro.
Os escravos perfeitos…os não voluntarios(ze povinho) e os idiotas uteis,os escravos voluntarios(os “famosos”).
“Quanto mais burro for um povo melhor é comandado”
O sonho dos futuros tiranos…todos muito “democraticos” pois claro.
Porém há algo no texto que daria pano para mangas….
A defenição de “viver”.
O tormento pode ser perfeitamente o contrario,a ambição da privacidade.
Que a sociedade “democratica” não permite.
Ou seja,não existe a “livre escolha”.
O probelema não está tanto para mim na dita “fama” mas na maneira como ela funciona e o que ela glorifica.
Não haveria mal nenhum em aumentar o ego a um ser excepcional,sem ultrapassar os limites da privacidade que o mesmo delimitava e apresenta lo como inspiração para a sociedade.
O probelema é que esses não fomentam a estupidez humana,a indecência,o materialismo, nen são idiotas uteis.
Não servem para o estilo “democratico”.
Para ver a decadência da sociedade basta olhar para os ditos “modelos” da mesma.
A lady gaga por exemplo,é um bom exemplo do que é a “democracia”.
Melhor exemplo é impossivel mesmo.
Tudo é rasca,do ponto de vista musical,visual,intelectual e moral.
Mas vende e tem legiões de fãs.
E até já da bitaites politicos…
Por isso eu defendo o Eugenismo como unica salvação da humanidade.
E defendo o convictamente.