Month: Setembro, 2011

Presunção e água benta…

Cristiano Ronaldo, o gajo à direita na fotografia, diz que é hostilizado e assobiado nos campos de futebol por ser rico, bonito e um grande jogador.

É por isso que o gajo que está à esquerda na fotografia é admirado e aplaudido: é pobre, feio e fraco jogador.

No nosso mundo chamamos a isso…ética

«No nosso mundo, e não naquele da burguesia consumista, os actos essenciais da vida estão sujeitos a uma regra. Convém por princípio não a abandonar e ser sempre fiel à palavra dada. Chamamos a isso a ética…viver segundo a regra durante meros quinze dias para recair depois na doce frouxidão secular é uma farsa e uma mentira a si próprio…Que aqueles que vencem através da baixeza e que cantam a sua perfídia baptizando-a de vitória regressem ao seu mundo de ilusões. Não fazem parte da nossa “raça”. Ela está ligada à nossa identidade cultural, às nossas mitologias, às nossas crenças mais antigas de antes do cristianismo.»

Robert Dun

Resistência sem Líder

«(…)Duas coisas resultam evidentes desta discussão. Primeiro, que o tipo de organização em pirâmide pode ser facilmente infiltrado e não é, portanto, um método sólido de organização em situações onde o governo tem os meios e a vontade de penetrar a estrutura (…) Segundo, que os requisitos normais para a estrutura de células baseada no modelo comunista não estão disponíveis para os patriotas. Depois disto ser entendido, levanta-se a questão:”Que método sobra para aqueles que fazem parte da resistência à tirania do Estado?”. A resposta vem do Coronel Amoss, que propôs o método de organização da “célula fantasma” e que descreveu como Resistência sem Líder. Um sistema baseado na organização por células, mas que não tem qualquer controlo ou direcção central, quase idêntico ao método usado pelos comités de correspondência durante a Revolução Americana. Utilizando o conceito da Resistência sem Líder, todos os indivíduos e grupos operam independentes uns dos outros e nunca reportam a um quartel-general central ou líder único à procura de direcção ou instruções, como fariam os que pertencem a uma típica organização em pirâmide.

À primeira vista, um tal tipo de organização parece irrealista, principalmente porque parece não haver organização. A questão natural coloca-se portanto em perceber como é que as “células fantasma” e os indivíduos colaborarão entre si quando não há intercomunicações ou direcção central? A resposta a esta pergunta é que os participantes numa estrutura de Resistência sem Líder, através de célula fantasma ou acções individuais, devem saber exactamente o que fazem e como o fazem. Torna-se responsabilidade do indivíduo adquirir as capacidades e informação necessária para o que tem de ser feito. Isto não é de todo tão impraticável como pode parecer, porque é certamente verdade que em qualquer movimento, todas as pessoas envolvidas têm a mesma visão geral das coisas, estão familiarizados com a mesma filosofia, e de forma geral reagem a determinadas situações de formas similares. A história prévia dos comités de correspondência durante a Revolução Americana prova que isto é verdade.

Como todo o propósito da Resistência sem Líder é derrotar um Estado tirano (pelo menos no que a este ensaio concerne) todos os membros de células fantasma ou indivíduos tenderão a reagir a acontecimentos objectivos da mesma forma através de tácticas usuais de resistência. Órgãos de distribuição da informação, como jornais, panfletos, computadores, etc., que estão largamente disponíveis para todos, mantêm cada pessoa informada sobre os acontecimentos, permitindo uma reposta planeada que tomará muitas variações. Ninguém precisa de dar uma ordem a alguém. Aqueles idealistas verdadeiramente comprometidos com a causa da liberdade agirão quando sentirem que o tempo é certo ou seguirão o exemplo de outros que os precederam. Embora seja verdade que muito poderia ser dito contra este tipo de estrutura como método de resistência, tem de se ter presente que a Resistência sem Líder é fruto da necessidade. As alternativas mostraram-se impraticáveis. A Resistência sem Líder resultou anteriormente na Revolução Americana e, se os verdadeiramente empenhados a puserem em prática, resultará agora.

Não é preciso explicar que a Resistência sem Líder conduz a células de resistência muito pequenas ou mesmo de um homem só. Os que se juntam a organizações para brincarem ao faz-de-conta ou para “se integrarem num grupo” rapidamente serão eliminados, enquanto que para aqueles que estão empenhados a sério na sua oposição ao despotismo do regime é exactamente o que é desejável (…)»

Louis Beam, in Leaderless Resistance