Quem se esconde por detrás da “ajuda”?

by RNPD

Mario Draghi é o novo patrão do Banco Central Europeu (BCE). Loukas Papadimos acaba de ser designado primeiro-ministro grego. Mario Monti foi indigitado primeiro-ministro italiano. São três financeiros formados nos Estados Unidos, dois deles antigos responsáveis do tenebroso Goldman Sachs. Um deles é membro da Comissão Trilateral e do grupo Bilderberg. (Retirado do editorial do site Polémia: “Draghi, Papadimos, Monti : le putsch de Goldman Sachs sur l’Europe”)

Por que razão as doutrinas e os responsáveis pela enfermidade económica que atinge o ocidente estão a ser nomeados para os lugares de chefia dos países que precisam de ser resgatados? A resposta é simples: é preciso salvar o sistema. Desde o momento em que esta crise financeira começou a despontar que ouvimos falar da necessidade de reformas do sistema financeiro mundial, para o sanear. Até ao momento nem uma que interessasse foi feita. As únicas “reformas” que estão a ser conduzidas são no sentido de transferir ainda mais poder dos Estados para os mercados. A continuar assim, no final de tudo isto o povo acabará simplesmente empobrecido, e convencido de que o seu empobrecimento é necessário para ultrapassar a “crise”, e uma pequena elite, a superclasse global, formada pelos banqueiros e as grandes multinacionais acabará ainda mais rica – com a ajuda dos políticos dos grandes partidos democráticos, autênticos serviçais que em troca de favores e fortuna protegem, nos governos, os interesses da superclasse global. A narrativa que está a ser montada, servida pelos melhores argumentistas deste género de filmes, explicará que essa era a única alternativa e que o povo, cada vez mais miserável, se deverá sentir agradecido e orgulhoso dos sacrifícios que o salvaram (sabe-se lá de quê…).