Categoria: Efeméride

Descubra as diferenças

Robert Brasillach (31/03/1909 – 06/02/1945)

11 de Setembro – A nossa sentida homenagem

Eventos e movimentos para o 10 de Junho – dia da Pátria

Giovanni Falcone, in memoriam.

A 23 de Maio de 1992, numa estrada a caminho de Palermo, a máfia siciliana fazia, por fim, cumprir o destino daquele homem incorruptível que sabia, tinha de saber, estar condenado. Com ele morreram a mulher e os três polícias que o protegiam. Giovanni Falcone provou que nem todos os homens têm preço. A memória permanece, o exemplo é eterno!

Pearl Harbor, 7-12-1941: TORA!TORA!TORA!

(Imagem ONG)

Luta e Vitória, Comandante!

null

Há 40 anos (NdT: este artigo foi escrito em 2007) morria Che Guevara. Por que é que os fascistas o homenageiam?

Há 40 anos morria Che Guevara. O comandante guerrilheiro havia tentado exportar o fenómeno revolucionário cubano, tanto em África como na América Latina que, sendo ele argentino, considerava no seu todo um pouco como a sua pátria. As chamas de guerrilha deveriam acender a revolução: É essa chama que fascinaria Giangia como Feltrinelli, muito pouco leninista mas romântico e garibaldino.

O Che e os Fascistas

Em quarenta anos o Che foi objecto de todas as desvalorizações, foi reduzido a logótipo publicitário, a símbolo de reconhecimento de tribos urbanas ultracapitalistas. Mas quando morre, ou antes ainda, quando abraçou o seu sonho revolucionário abandonando um ministério em Cuba, Ernesto Guevara podia contar com muitas antipatias, muitas das quais entre os fariseus do seu próprio campo, mas também com muitas simpatias entre aqueles cuja estúpida lógica dos esquemas estáticos via como seus adversários. Quando a demência e a esclerose do dogmatismo à tartufo não estava na moda entre os herdeiros da Revolução Nacionalista, foram muitos a apoiar o Che. Desde Jean Thiriart, fundador da Jeune Europe e do Partido Nacional Europeu, que seria voluntário na Palestina, a Juan Peron. Costui, fascista entre os fascistas, exilado em Espanha depois de ter sido perseguido pela oligarquia clérico-militar ligada a Washington havia estabelecido um pacto estratégico com Fidel Castro e elogiava particularmente o Che cuja luta, segundo o seu parecer oficial, utilizava o marxismo como puro e simples instrumento para um ideal superior. Foi o próprio Peron, último dos estadistas fascistas, a acolher o Che na Espanha franquista – com o beneplácito do caudilho – e a colocá-lo em contacto na Argélia com Boumedienne. De resto, Guevara havia apoiado Peron contra os comunistas poucos anos antes na Argentina e uma das suas acções de guerrilha foi obra dos peronistas. Com o Che vivo a nata do fascismo pós-bélico estava com ele, com o Che morto foram-lhe dedicadas muitas reflexões e algumas hagiografias, como “Une passion pour El Che” de Jean Cau, autor de sensibilidade nacional-socialista.

Brancos ou Negros?

Poderei portanto homenagear o Che no seguimento dos meus ilustres predecessores e sentir-me por isso muito mais fascista do que os fascistas que o denigrem. Mas não seria suficiente nem correcto. Não o quero homenagear só porque os melhores dos fascistas o fizeram mas porque o merece por si. Conheço as objecções, sinto-as continuamente: desde que o fascismo caiu na sombra reaccionária do conservadorismo burguês e perdeu a sua alma – e o seu mais profundo significado existencial e sacro – as banalidades sucedem-se. Uma dessas é que não se pode homenagear o Che, não se pode não ficar contente pela morte do Che, porque ele batia-se para destruir os nossos valores. Nossos? Valores? Brincamos? O Che batia-se por libertar o seu continente da ocupação americana, da opressão oligárquica e das injustiças. Podemos não compartilhar a direcção dada pelo Che à sua luta, o seu posicionamento ideológico e programático, mas não podemos não sentir como nossa a sua luta, e se não a sentimos das duas uma: ou daquela luta não sabemos nada ou enganámo-nos de campo, somos “guarda branca” e não “camisa negra”.

Luta e Vtória

Enfim, não se pode deixar de homenagear o Che porque um homem que abandona cargos, honrarias, dinheiro e privilégios para ir viver para a selva, no meio dos montes, com um punhado de companheiros de luta, passando dias inteiros a pão e água, um homem que sonha e permanece fiel ao seu sonho metendo carne, músculo e nervos ao seu serviço, não pode deixar de ser homenageado. Dita-o claramente aquele sentimento da vida, da honra e do sacro que está na base da visão do mundo que fez grande a nossa antiguidade e a nossa mais recente “primavera”. Aquela ideia do mundo que – do Bhagavad Gita passando pelos sacerdotes das lupercálias, as legiões mitraicas, a cavalaria medieval até aos comandos Werwolf – representou o melhor que a memória do homem recorda e que se condensa na “Doutrina ariana de Luta e Vitória” (que não é a do sucesso tangível mas a da vitória sobre si mesmo)(*). Quem não perdeu o sentido daquele filão não pode deixar de respeitar e homenagear o herói de Santa Clara. Honra ao Che: Luta e Vitória, Comandante!

Gabriele Adinolfi, 9 de Outubro de 2007

(*) Cf. Julius Evola

A 13/09/1899 nascia Codreanu

null

O que é a Nação?

Quando nós, romenos, falamos da nação romena, consideramos não apenas os romenos que vivem sob o mesmo território, tendo o mesmo passado e o mesmo futuro, os mesmos costumes, a mesma língua, mas igualmente todos os romenos vivos e mortos, aqueles que viveram desde o início da história do nosso país, e aqueles que estão ainda para vir, que viverão no futuro.

A nação abrange:

1- Todos os romenos actualmente em vida
2- Todas as almas dos nossos defuntos assim como os túmulos dos nossos antepassados
3- Todos aqueles que no tempo para vir nascerão romenos

Um povo não toma verdadeiramente consciência da sua personalidade senão quando aceita os três conceitos aqui enunciados e não a simples consideração dos seus próprios interesses.

A Nação possui:

1- Um património físico e biológico: a carne e o sangue
2- Um património material: a terra da pátria com as suas riquezas
3- Um património espiritual, que abrange:

a) A sua concepção de Deus, do Universo e da Vida. Esta concepção constitui em si mesmo um domínio, uma propriedade espiritual. As fronteiras deste domínio não são delimitadas senão pelo esplendor da sua concepção. Há um mundo do espírito nacional, um país destas visões e aspirações acessíveis somente pela revelação e atingidas pelo esforço pessoal.
b) A sua honra, que brilha na medida em que a nação conseguiu adequar-se no seu desenvolvimento histórico às normas admitidas para os seus conceitos de Deus, do Universo e da Vida.
c) A sua cultura: que não é mais que a resultante da sua vida, cultura nascida dos seus próprios esforços, no domínio do pensamento e da arte. Esta cultura não é internacional. Ela é função da linhagem nacional e mais ainda saída da carne e do sangue; contudo a cultura torna-se internacional pelo seu esplendor e brilho. Impõe-se ao espírito uma bela comparação, o trigo e o pão podem ser internacionais enquanto artigos de consumo corrente mas levarão sempre em todos os lugares a marca da terra que os produziu.

Estes três patrimónios têm uma importância capital e uma nação deve protegê-los aos três. Mas a importância maior deve ser atribuída ao património espiritual, porque apenas ele transporta o selo da eternidade, porque apenas ele subsiste através dos séculos.

O que sabemos dos Gregos antigos não é o resultado da sua condição física, por bela que fosse – disso apenas restam as cinzas – nem mesmo da sua fabulosa riqueza – mesmo supondo que ela tivesse podido perdurar – mas unicamente da sua cultura.

Uma nação vive para a eternidade pelos conceitos que escolheu, pela sua honra e pela sua cultura. É a razão pela qual os chefes de Estado não devem julgar e trabalhar tendo apenas em conta os interesses físicos ou materiais da nação, mas considerando a linha histórica, a honra do país e os seus interesses exteriores.

Em consequência disso o que se exige não é “pão a todo o custo” mas “honra a todo o custo”.

Corneliu Zelea Codreanu

In memoriam – Hugo Pratt

balada

«Pandora: Bom dia, Corto Maltese!
Corto: Ena! Estás muito bonita! Fazes-me lembrar um tango de Arola que eu ouvia no cabaré ‘Parda Flora’, em Buenos Aires.
Pandora: Talvez houvesse por lá alguém parecido comigo?
Corto: Não. É precisamente por não te pareceres com ninguém que gostaria de te encontrar sempre… em toda a parte…»

Hugo Pratt, A Balada do Mar Salgado

Efeméride de Fevereiro – Dresden

null
(na foto as pilhas de mortos de Dresden)

Entre 13 e 15 de Feveiro de 1945, a cidade alemã de Dresden, a “Florença do Elba”, cidade de civis e feridos de guerra, sem qualquer relevância militar, seria palco de uma das maiores chacinas da História.

Numa Alemanha já derrotada, uma cidade sem meios para se bater nem nada que defender, viu-lhe reservado, por parte das forças anglo-americanas, um destino muito especial: não só serviria de prova da capacidade bélica “ocidental” face aos soviéticos, como seria o palco da redenção aliada, seria ali que ingleses e americanos lavariam o seu orgulho e dariam liberdade à sua fúria de vingança e de rebaixamento moral do inimigo, numa espécie de delírio dantesco onde tudo seria permitido…e foi!

Em meras 48 horas os aliados ingleses e americanos lançaram sobre a cidade, ininterruptamente, milhares de toneladas de bombas explosivas e incendiárias, submergindo-a num mar de chamas como nunca se vira. As chamas atingiram tal proporção que tornaram o ar irrespirável, e enquanto as pessoas sufocavam a temperatura ascendeu aos 1500º C. As estradas derretiam sobre os pés queimados de quem tentava fugir e os ventos incendiários corriam a velocidades que atingiam os 300 Km/hora.

Aterrorizadas, milhares de pessoas, homens e mulheres, crianças e velhos, mães carregando bebés, corriam caoticamente sem destino…muitos, em chamas, jogavam-se ao rio Elba, mas mesmo aí continuavam a arder até à morte não conseguindo, sequer, apaziguar o seu sofrimento final.

Pouco tempo depois, em Nuremberga, ingleses e americanos (juntamente com russos e franceses) cunhariam a sua superioridade moral e fariam regressar a justiça ao mundo, julgando e condenado em tribunal os criminosos de guerra…alemães, evidentemente.