Categoria: Filosofia e Cosmovisão

Os palonços da islamização

null(Chá no Deserto;pintura de Renato Casaro)

Há uma certa “extrema-direita” que vive obcecada por uma pretensa islamização da Europa. Já por inúmeras vezes explicámos o erro ideológico e estratégico dessa formulação. A eventual islamização de algumas partes da Europa não é o problema, mas sim uma consequência do problema…o problema é a imigração massiva proveniente de fora da Europa, porque sem essa imigração massiva não há islamização, mas o inverso não é verdade: sem islamização continuará a imigração massiva. Centrar o problema no Islão significa formulá-lo numa vertente cultural, o que implica aceitar (eventualmente até estimular) a imigração cujos valores culturais não são incompatíveis com os das “sociedades ocidentais”.Há milhões de africanos, asiáticos e sul-americanos a entrarem na Europa que não rezam para Meca e até frequentam Igrejas.

Os mesmos esqueletos de sempre

Tantos anos depois verificamos, com pesar, que persiste o principal problema que impediu, durante décadas, o desenvolvimento do movimento nacionalista português, que continua perdido num labirinto do qual não consegue sair. E o problema é este: o movimento nacionalista continua dividido entre dois grandes grupos que não se suportam e que já deveriam, há muito, ter deixado de contar para qualquer coisa: saudosistas do salazarismo e das colónias de um lado e grupos skinheads de outro.

Os primeiros incapazes de perceber o mundo em que vivem e agarrados a uma ideia de Estado Português que já não existe – e não existirá mais – confundindo, por isso, os conceitos de Estado, Império e Nação, ou seja, confundindo a comunidade nacional com a comunidade linguística, tornam-se assim comoventes serviçais dos que pretendem a destruição etno-cultural dos povos na era da Nova Ordem Global. Muitas vezes movidos por um messianismo católico misturam, ainda por cima, a identidade nacional com o Canon da Igreja ou os interesses do Vaticano e não reconhecem quando essas coisas são opostas. O discurso permanente e repetitivo contra a revolução democrática de Abril e o regime daí saído nunca é complementado com qualquer proposta alternativa, permitindo retratá-los como nostálgicos da velha ditadura, ou ávidos de uma nova que eles próprios não conseguem explicar.

Os segundos vivem encerrados num mundo imaginário criado por Hollywood. Com um discurso básico, uma imagem excêntrica que reflecte um mau-gosto notório, e tatuagens por tudo o que é lado (alguns até no pescoço e cabeça as têm!) causam aversão na maioria da população. Dizem-se nacional-socialistas mas os antigos heróis do Terceiro Reich lutaram precisamente contra a vulgaridade dos gostos e dos hábitos que esses skinheads fazem gala de exibir. A verdade crua e dura é esta: nenhum movimento político pode ter qualquer tipo de aspiração enquanto tiver a sua imagem associada a esses grupos. Basta ouvir o povo para saber que ninguém no seu perfeito juízo entregaria os destinos da nação nas mãos de pessoas com aquele aspecto e discurso.

Oiço agora novamente muitos a falarem na necessidade de união de todas as tendências, para acabar com as divisões internas, quando na verdade, o que era verdadeiramente necessário, e desde há muito tempo, era que o movimento se livrasse daquelas duas tendências (pelo menos daquelas duas…). Não é de uma união de ineptos que o movimento precisa mas de uma ruptura com os pesos-mortos…

Um movimento nacionalista deve hoje assentar em dois pressupostos: na defesa da identidade étnica e cultural do povo e na rejeição da vulgaridade e da fealdade.

Também nós, meu caro.

“Fui sempre nacionalista e internacionalista ao mesmo tempo. Não internacionalista à maneira pacifista ou humanitária, não universalista, mas sim no âmbito da Europa.”

Pierre Drieu la Rochelle, Récit Secret, 1961

Menos tatuagens na cabeça e mais ideias

(Na fotografia Curtis Allgier, skinhead norte-americano a cumprir pena de prisão)

Se algum dia a minha raça for representada por indivíduos como este saberei que já não há nada a preservar. Ser de raça “branca”, como ser “negro” ou “amarelo”, não diz nada sobre o mérito ou o carácter de um homem, e certamente não constitui em si um sistema de valores. Nenhum sistema político pode resumir-se ao determinismo racial, porque a raça em si não hierarquiza uma comunidade homogénea nem lhe estabelece os princípios e os valores, não é mais que um factor, importante como outros, de caracterização da identidade colectiva, mas a partir daí é a inteligência, a força moral, ou o espírito dos homens, se quisermos, que definirá a solidez, o destino e as capacidades de uma comunidade. Da mesma forma que rejeitamos as fantasias dos que pretendem que a raça não tenha relevância para coisa alguma rejeitamos os delírios dos que pretendem que a raça baste para alguma coisa.

Cavaco é a antítese de tudo aquilo em que acreditamos

Cavaco Silva é a antítese de tudo aquilo em que acreditamos.

Sim…Cavaco Silva é o candidato que melhor serve os interesses dos abutres financeiros internacionais que têm vindo a destruir a identidade e a autonomia dos povos europeus desde há décadas.

Sim…Cavaco Silva é o candidato que assegura a continuidade de uma direita sem valores para além do mercado, uma direita que reduz as suas batalhas à defesa das privatizações económicas e que não tem capacidade ou força moral para se bater no campo dos princípios civilizacionais.

Mas… acima de tudo o resto, Cavaco Silva é a personificação do tipo de homem que desprezamos e que pulula na sociedade moderna e essa é a principal acusação que lhe fazemos. Talvez nenhum outro momento o exemplifique melhor do que quando Cavaco aprovou a lei que permitia o casamento homossexual ao mesmo tempo que dizia não concordar com o que acabara de aprovar. Ele podia não concordar, mas não lhe era útil reprovar, não lhe seria benéfico pessoalmente e não teria resultados práticos pois a lei voltaria a passar na Assembleia da República.

Esse é o tipo de homem da modernidade, o que pensa e age em função do que é útil, o que decide as suas causas e posições em função dos benefícios que delas pode retirar e daquilo que lhe parece pragmático, que fica do lado das causas vencedoras. Nós, ao invés, revemo-nos noutro tipo de homem, naquele que permanece fiel às suas ideias e convicções mesmo quando elas são causas perdidas e fardos pesados, mesmo quando elas não trazem mais do que dificuldades. Para além das vãs divisões ilusórias que a política moderna impõe entre esquerdas e direitas é, no fundo, na defesa de tipos psicológicos, de carácter, de atitude, de estilo, que a nossa área política se distingue (ou tenta), porque, ao contrário de outras áreas ideológicas, com os seus livros sagrados cheios de postulados teóricos e respostas para todos os problemas, explicando os passos para construir a utopia social, nós definimo-nos doutra maneira, nós definimo-nos não por conceitos escritos abstractos mas por imagens concretas dos homens, a nossa área admira um determinado tipo de homem e ambiciona comportar-se à sua altura…aristocrático, intransigente, romântico, vertical, fiel a princípios.

Tomemos o caso concreto que Spengler um dia escolheu e que tão bem serviu depois à pena de Giorgio Locchi; o daquela sentinela romana que, em Pompeia, se deixou engolir pela lava do vulcão porque nenhum superior o havia dispensado do dever. Insinuava Locchi que as sensibilidades igualitaristas que hoje abundam nos habitantes do Ocidente vêm aquela conduta como tola ou servil ou incompreensível. Mas há um certo tipo de homem que vê aquela atitude como magnânime e própria de um carácter excepcional e aristocrático. Os “Cavaco Silva” deste mundo concordam com os primeiros, nós estamos com o segundo tipo de homem. Não há nada de tolo, servil ou incompreensível naquela atitude, muito pelo contrário, aquela sentinela manteve-se no seu posto até ao fim trágico porque tinha feito um juramento, aquele soldado não agiu em função do que lhe era útil, fácil ou conveniente, mas sim para cumprir a sua palavra, o seu dever, para viver e morrer coerente com os seus princípios.

Não temos a pretensão de dizer que o que distingue os homens da nossa área ideológica é a capacidade de se comportarem à altura daquela sentinela, mas temos a pretensão de dizer que os homens da nossa área compreendem-na e admiram-na. Estivesse Cavaco no lugar daquela sentinela e teria deitado a lança ao chão e desatado a correr ao primeiro sinal de erupção do vulcão, e no final ficaria deleitado com a sua esperteza e com a utilidade e sensatez pragmática da sua actuação. Os homens da modernidade aplaudiriam e diriam sorrindo que fariam a mesma coisa, orgulhosos da sua própria astúcia. Mas os nossos, se fugissem, sentiriam certamente o peso da vergonha e reconheceriam o momento de fraqueza.

Desprezamos os homens que agem por calculismo em vez de serem coerentes com as suas convicções, isto quando as têm! Desprezamos Cavaco e o que ele personifica e temos mais respeito por aqueles que, por mais afastados que estejam das nossas ideias, têm ao menos a hombridade de defenderem as suas causas sem cedências ou vacilações.

Retrato político da burguesia

«A partir do momento em que não levantas qualquer objecção contra a excelência do regime parlamentar, os «direitos do homem», tal como os concebem os seus defensores oficiais, a ideia da ignominia absoluta de Mussolini ou Hitler, as «reparações» devidas ao Terceiro Mundo, a elevação do nível de vida, o carácter sagrado da maioria, em todos os domínios, a cultura intelectual para todos, a legitimidade da «Resistência» armada, o «bloco» da Revolução Francesa, a pureza da infância e a generosidade da juventude, a infalibilidade da ciência e sobretudo a igualdade das raças, podes ser de direita, democrata-cristão, socialista, comunista, anarquista ou liberal, radical ou trotskista, porque isso não é mais que um caso de polémica jornalística e de lutas eleitorais. Desde que respeites os tabus essenciais, inexprimíveis, subentendidos, permanecerás na ordem burguesa, mesmo se reclamas a ditadura do proletariado e a expropriação sem indemnização dos patrões, o bacharelato para todos, o direito de voto dos escravos.»

Robert Poulet, J’accuse la bourgeoisie

Declaração de posição

“Esgotados pela guerra, repelidos pelo destino, os chefes dos gregos, após tantos anos já passados, constroem, com a divina ajuda de Palas, um cavalo semelhante a uma montanha, e ajustam pranchas de abeto em seus flancos; fingem ser um voto pelo seu regresso; e a notícia de tal facto correu. Colocam em seu tenebroso flanco homens de escol, escolhidos pela sorte, e enchem-lhe as cavidades profundas e o ventre enorme de soldados armados.

(…) Vários contemplam com estupor a oferenda funesta feita à virgem Minerva e admiram a grandeza do cavalo; e, em primeiro lugar, Timoetes nos exorta a levá-la para dentro das muralhas e a colocá-la na cidadela, seja por dolo, seja porque já os fados de Tróia assim decretassem. Cápis, porém, e os que tinham o espírito melhor avisado queriam atirar ao mar ou entregar às chamas o presente insidioso e suspeito dos gregos ou furar as cavidades e sondar os esconderijos.”

Virgílio in Eneida, II

Nós, como os nossos companheiros de resistência no Brasil, como qualquer homem orgulhoso da sua linhagem europeia em qualquer parte do mundo, somos filhos da Europa. Não temos nada que ver com a cultura lusófona que se distancia da superior civilização europeia, com o seu mito do “bom selvagem”, a sua celebração da mestiçagem e dos ritmos tropicais. Que fique claro: A nossa pátria não é a língua portuguesa. Perante o Cavalo de Tróia, estaremos ao lado de Cápis enfrentando os discípulos de Timoetes!

Moral nacional-revolucionária

Moral

Guarde o seu espírito fora das correntes de moda e sobre as críticas dos ignorantes da vez. Apenas assim poderá conservar o seu juízo claro para a luta.

Mantenha sempre o seu cérebro activo. Não seja ocioso. Ajude a saúde de seu corpo mantendo uma mente clara. Escolha bem as suas leituras ou peça conselho a pessoas de sua confiança. Escreva,medite, estude.

Tenha fé. A fé é um património que não lhe podem roubar. É a sua única arma invencível. Frente ao poder do dinheiro, e à depravação materialista, levante a tocha da sua fé na vitória final.

A fé não se racionaliza. Não se chega a ela pela ciência ou razão. A fé carrega-se no sangue e na alma e provém do Todo Poderoso. Apenas é preciso cultivá-la, deixá-la brotar.

Mantenha-se à margem da propaganda burguesa e democrática. Os jornais, as revistas, o cinema, a televisão, estão impregnados de cepticismo, materialismo e numerosos valores
negativos. Leia e propague a imprensa nacional revolucionária, que denuncia a hipocrisia do Sistema.

Despreze o traidor. O traidor carece de honra e por isto é indigno de ser tratado como pessoa.

Seja valente. Um carácter débil é facilmente vulnerável.

Não confunda valentia com inconsciência ou temeridade. Aquela é fruto do amadurecimento como homem. Estas, são reflexos de uma mente infantil.

Despreze o cobarde. A cobardia é uma fraqueza. Também o valente tem medo, mas possui a força espiritual necessária para vencê-lo. O cobarde é egoísta, pois assegura a sua própria integridade a custo dos demais.

Respeite o inimigo sempre que seja digno. Despreze o inimigo indigno.

Não se deixe lisonjear por falsas concessões da decadente democracia partidocrática. Não se trata de recuperar o que já está apodrecido, mas de promover o evidentemente sadio. Para que é que você deseja uma parcela de poder se pode criar um mundo novo?

Mantenha uma norma de conduta linear e nunca se separe dela. Renunciar a um princípio pela dificuldade que implica é trair-se a si mesmo.

Que exista coerência entre o seu pensamento e a sua acção. Do contrário, começa-se a viver como não se pensa e acaba-se a pensar como se vive.

Não se deixe influenciar pelo fácil. Siga sempre o que a sua consciência lhe dita. Não existem dificuldades insuperáveis. Os problemas existem para ser abordados.

Não confunda o amor com mera atracão física. O prazer físico é efémero e busca-se como único fim, degradante. O amor é altruísmo, a negação do próprio ser para formar outro em que se fundem os espíritos dos amantes. Somente assim o amor é eterno. Entregue-se de todo coração à pessoa amada.

O amor autêntico é forte e supera toda a penúria e enriquece-se por meio do sacrifício e do esquecimento de si mesmo. Amar é entregar-se totalmente, em troca de nada. Na história, as únicas causas ou empreendimentos que morrem são aquelas pelas quais o homem se nega a morrer.

Respeite sempre o sexo oposto. Homem e mulher têm valores espirituais que os fazem dignos da mesma admiração. O artificial confronto entre sexos visa esconder que apenas no amor, no respeito e na colaboração mútua o ser-humano encontra a paz anímica e a tranquilidade psicológica, necessárias para uma vida criadora.

Mantenha-se sempre preparado para a luta. Lembre-se que esta se apresenta em cada instante e de muitas formas. A luta física, uma guerra, é a mais fácil; sabe onde está o inimigo e os objectivos são claros. Mas as modas, as correntes ideológicas de origem obscura, as actividades degradantes, a vida fácil… São inimigos que vão afundando o seu espírito. A vida é uma luta constante.

Respeite seu corpo. Tenha em conta que um modo de vida decadente é um triunfo do inimigo. Uma imagem forte é importante, mas não é garantia suficiente, pois pode esconder fraquezas
interiores nefastas. Cuide do seu corpo e do seu espírito.

O vício degenera o corpo e o espírito. Não deixe que nenhum vício o domine. Pense que quanto mais preso se encontre, mais difícil será libertar-se. O vício rebaixa a condição humana e
afasta-a do arquétipo ideal que devemos procurar, ainda que sem o atingir totalmente.

Lute sempre pela verdade e despreze o mentiroso. A mentira é o refúgio do cobarde.

Faça com que a herança que é deixada aos seus filhos e aos seus camaradas seja rica de exemplos de nobreza, rectidão, educação, heroísmo, e em tudo aquilo que faça de sua memória um exemplo de comportamento.

Não queira ser sempre generoso, mas ser sempre justo.

Pedro Varela, Ética Revoluvionária, p. 13-16, Thule Editora

Quem é que está a matar a sociedade ocidental?

Contra a direita liberal: uma lição actual para a área Nacional e Social

«O comunismo e a sua guarda avançada, o socialismo, não vieram do nada. Se conseguiram abrir a sua fenda, expandir-se e se arriscam tudo submergir, é porque as suas reivindicações correspondem a um estado de espírito. O povo não é nem idiota nem maldoso. Se se dirigiu para a esquerda é porque tinha as suas razões.

Atacar Moscovo não serve para nada, para os que se dedicam a esse trabalho negativo. O essencial é perceber os motivos do sucesso do marxismo e do comunismo, para não mais deixar o país cair em erros quase mortais.

Tome-se o exemplo de um trabalhador socialista. De um trabalhador comunista. Em novecentos e noventa e nove de mil casos são tipos bravos, corajosos, honestos, que dão todo o seu trabalho e todo o seu coração à sua mulher e ao seu lar. Não admitimos que se insultem estes homens.

Lutam pelos seus filhos. Não têm uma bela vida todos os dias. Eles prologam as magníficas virtudes do nosso povo. Quando pensamos nestes tempos terríveis de miséria do povo, há apenas uma coisa que espanta: que ele tenha esperado tanto tempo para se revoltar.

Tinha jornadas de trabalho esgotantes, da alvorada à noite, os riscos do trabalho, a escravatura das crianças e das mulheres.

A memória desses tempos faz-nos estremecer de cólera e raiva! Era isso a ordem! Era isso a justiça do Cristo!

Os que toleraram durante dezenas de anos essa sorte monstruosa do povo tinham corações de pedra e olhos sem lágrimas.»

Léon Degrelle, Le pays réel, 1936