Categoria: Imigração

Brasugal

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Dunga, seleccionador brasileiro, comentando ao Globo Esporte o sorteio dos grupos no mundial de futebol da África do Sul, que determinou um jogo entre os dois países:

«É Brasil contra Brasil*. Brasil A contra Brasil B. Têm muitos brasileiros nessa seleção. Sem dúvida que será um jogo emocionante, que temos que estar preparados. O Brasil respeita Portugal. Respeitamos eles, assim como eles nos respeitam.»

Dunga tem razão…a sua razão envergonha os verdadeiros portugueses e enche de orgulho e esperança os “patrioteiros da bola” (ah! a taça…) e a classe política, responsável pela colonização de Portugal e a substituição progressiva do seu povo através da imigração.

A ditadura do anti-racismo

Renaud Camus, pena livre das letras francesas e sem qualquer ligação à “extrema-direita”, no editorial nº42 da In-nocence.org

«[O antiracismo] (…) a partir do momento em que deixou de ser simplesmente uma activa indignação moral e política tornou-se uma ideologia, um dogma, um instrumento de poder e uma indústria (dele dependem muitos empregos, não o esqueçamos) que tem todo o interesse em aumentar indefinidamente o que lhe convém classificar sob a designação de racismo. E deus sabe que não se fez rogado. Desde logo tudo se tornou racismo, tudo o que desagradava ao anti-racismo, o obstruía ou simplesmente o aborrecia. Em lugar do anti-racismo se definir em relação a algo estável e pré-existente, de moralmente e intelectualmente bem circunscrito, face ao qual ele fosse, por assim dizer, a “antítese”, é o racismo, pelo contrário, que é definido em relação ao anti-racismo, e por via disso é racista tudo aquilo que o anti-racismo assim decide, a começar, claro, por todos e tudo aquilo que tem o descaramento de contestar o seu poder.

É preciso dizer que a ambiguidade sobre o racismo, a aptidão conferida a essa palavra, de querer dizer tudo e mais alguma coisa, não passa de uma ambiguidade de segunda linha, uma anfibiologia de segunda, digamos que o segundo muro de defesa do anti-racismo. O primeiro muro de ambiguidade, colocado mais à frente, assenta sobre a palavra raça, que, ao contrário da palavra racismo (objecto da extensão semântica indefinida e ilimitada que acabámos de recordar) sofreu um enorme estreitamento do enorme espectro de significado que tinha na língua clássica: o anti-racismo, para mais facilmente a maldizer, deixou de entender, muito curiosamente, que o significado que lhe deram os verdadeiros racistas, um significado absurdo, pseudo-científico, e que nunca representou mais que um centésimo, o mais sinistro e mais estúpido, do que pudemos dizer através dos tempos com essas quatro letras muito úteis – encarregou-se, constrangeu-nos, forçou-nos, a fazer-lhe o nosso luto, como em relação a tantas outras coisas.

Estas duas ambiguidades de tenazes afiadas, sobre o racismo e a raça, permitiram ao anti-racismo banir da linguagem, das conversas, dos jornais, de todos os media, do discurso político, mas sobretudo, e é o mais grave, da própria percepção que podemos ter do mundo, tudo o que advém, não só das raças, no sentido lato e no absurdo sentido estreito, mas das etnias, do povos, das culturas, das religiões enquanto grupos ou massas de indivíduos, das civilizações enquanto colectividades hereditárias, das origens e mesmo das nacionalidades na medida em que essas nacionalidades pretendam ser algo mais que uma mera pertença administrativa, uma convenção, uma criação contínua. O homem do anti-racismo está nú perante a sorte, ele não vem de parte alguma, nenhum passado o protege. Ele começa em si mesmo, em si mesmo no “agora”. Num planeta idealmente sem fronteiras, sem distinções de tipo algum e sem nuances, é um viajante sem bagagem, um pobre diabo. A toda a hora ele refunda-se como pode, numa espécie de senilidade do recomeço perpétuo, de infantilismo instituído, de puerilidade académica (star-academy mais propriamente). A pertença, desde que não seja convenção pura (os famosos “papeis e passaporte”) é entendida e transmitida unicamente como uma carga, uma tara, um peso morto, um fardo incómodo do qual é preciso desembaraçar-se o mais rapidamente, uma herança maldita.

São partes inteiras de conhecimento, de cultura, do saber acumulado da espécie, que são assim recusadas, deitadas abaixo, enterradas. Mais grave ainda, são partes inteiras da experiência, da actualidade claro, mas mais directamente da experiência quotidiana de viver, de viajar, de habitar a terra e habitar a cidade, de sentir o que acontece quando descemos a rua, quando apanhamos o autocarro ou o metro, não falando mesmo dos sinistros comboios, são partes inteiras do tempo, partes inteiras do olhar, partes inteiras da tactilidade de existir, que, por convenção, será conveniente, sob risco dos mais graves castigos, deixarem de existir, deixarmos de as sentir, deixarmos de as ver mesmo que nos entrem pelos olhos (por vezes quase literalmente) – tudo isso apenas existe na nossa cabeça, na nossa perversa cabeça.(…)»

A Colonização de Portugal

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Segundo o último Relatório de Desenvolvimento Humano das Nações Unidas Portugal é um dos países que atribui mais benefícios aos imigrantes:

– Portugal é um dos poucos países onde o acesso dos imigrantes aos serviços de saúde é independente do seu estatuto de legalização ou não,
– Em Portugal a preocupação por parte da população com o custo fiscal da imigração é baixa (como poderia ser de outra forma se, ao contrário do que sucede noutros países, em Portugal esses números nunca são divulgados?),
-A extensão dos vistos temporários de permanência é mais fácil em Portugal do que na média dos países acolhedores de imigrantes,
– É dos países onde é mais rápido conseguir passar da situação de residente temporário para a de permanente (em apenas 5 anos!)
– Portugal é também dos países que mais gasta com cursos de aprendizagem da língua.

Tudo isto significa simplesmente que Portugal é um dos Estados onde as supostas políticas de “integração” dos imigrantes, pela sua abrangência, mais custam aos contribuintes nacionais, mas a ausência de estudos sérios sobre esse custo e a permanente propaganda sobre os benefícios económicos da imigração leva a que a maior parte da população ignore essa parte da questão, uma parte que contribui para o empobrecimento dos trabalhadores portugueses.

Isto, note-se, num país que está longe de ser rico, e onde a mesma população que arca com esses custos pior vive.

É verdade que noutros factores de desenvolvimento humano o país continua a cair (pois… não há dinheiro para tudo, se subsidiamos a imigração temos de deixar de investir noutras áreas…é perfeitamente compreensível), mas o que interessa isso comparado com o orgulho de custearmos a nossa própria substituição populacional? Que maravilha!

Diz o mesmo relatório que já no próximo ano chegaremos aos 920 mil imigrantes (!) e os números continuarão a aumentar! E isto numa conjuntura de crise, imagine-se o aumento dos fluxos migratórios quando a situação económica recuperar…

Se pensarmos que em Portugal a atribuição da nacionalidade é também ridiculamente fácil, bastam, por exemplo, 6 anos de residência para apresentar a candidatura, e se considerarmos os descendentes de imigrantes já nascidos em território nacional poderemos estimar que o número de indivíduos que não são etnicamente portugueses a viver no nosso país superará provavelmente o milhão e meio.

Portugal tem ainda uma particularidade, é que a comunidade lusófona é constituída por mais de 200 milhões de indivíduos, e, com excepção de Portugal, falamos de países subdesenvolvidos, o que significa que o desejo de entrar na Europa é forte e sobretudo canalizado através de Portugal. Só do outro lado do atlântico, no Brasil, temos milhões e milhões de indigentes que são potenciais imigrantes para o nosso país, e ainda protegidos por acordos especiais celebrados entre o nosso (des)governo e o brasileiro que lhes facilitam a entrada e a permanência em território nacional. Num país de apenas 10 milhões de habitantes esta situação é uma autêntica condenação à morte que pesa, a curto prazo, sobre a identidade do nosso povo. Provavelmente nenhum outro país da Europa (ou então com excepção da França) tem uma posição tão vulnerável como Portugal na relação entre a sua dimensão e o fluxo potencial de imigração proveniente dos países que fazem parte do seu “espaço linguístico”.

Também por isso Portugal deveria ser um dos países do mundo com uma politica de imigração e atribuição de nacionalidade mais restritivas, mas sucede precisamente o oposto.

O imperativo racial

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«(…)O fundo genético, base da identidade

A existência das raças é um facto. Relembremos o essencial da questão racial, como ela se apresenta de forma geral:

1- A espécie humana está dividida em 5 grandes raças: a raça branca (caucasóide), a raça amarela (mongolóide), a raça negra (negróide) e mais duas que é preciso distinguir da precedente, a raça capóide (os bosquímanos, no sul de África) e a australóide (na Oceânia e sul da Ásia). Estas cinco raças estão separadas desde há pelo menos um milhão de anos, segundo a teoria policêntrica (enunciada, com variantes, por Weidenreich, Coon e Wolpoff).

2- As sociedades são sistemas bio-culturais, de modo que o fundo genético dos povos, e portanto, em particular, a raça dos homens que as compõem, é a base da sua identidade (ver, a este respeito, o livro do Club de l’Horloge, “La politique du vivant”).

3- Se homens de uma outra raça chegam massivamente ao território de um povo, as consequências são sempre dramáticas. Primeira hipótese: os imigrantes são absorvidos por mestiçagem: o povo de acolhimento cai então em decadência e perde a sua identidade. Segunda hipótese: Os imigrantes não se misturam com os autóctones (que no caso somos nós…) e os antagonismos raciais desenvolvem-se inelutavelmente no seio dessa sociedade multi-comunitária. Terceira hipótese: uma parte dos imigrantes mistura-se com os autóctones, que vão perdendo pouco a pouco a sua identidade juntamente com a sua homogeneidade, e uma outra parte dos imigrantes forma uma ou várias comunidades separadas e hostis.

A inversão dos fluxos migratórios

Este último cenário, que acumula inconvenientes, é o que se desenha na França (NdT: e em toda a Europa). Para salvar a nossa pátria é necessário empenharmo-nos na substituição dos actuais dirigentes políticos, indignos das responsabilidades que exercem. A etapa seguinte consistirá em inverter os fluxos migratórios para que a proporção de negros diminua no nosso país. Relembremos as palavras do general de Gaulle: “Somos antes de tudo um povo europeu, de raça branca, de cultura greco-latina e religião cristã”»

Do editorial de Maio de 2009 de Henri de Lesquen, presidente da “Voix des Français-Renaissance 95”

A Bela Vista

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Regressaram os motins urbanos, agora no Bairro da Bela Vista, em Setúbal.

Aquele bairro, como os outros bairros onde aquele tipo de situações tem sucedido, cá dentro como lá fora, é largamente habitado por imigrantes e descendentes de imigrantes não-europeus!

E contudo, não há quem seja capaz de dizer publicamente algo tão evidente e simples quanto isto, como se todos fingissem não ver o elefante no meio da sala: a imigração massiva é uma parte fundamental na equação que explica este tipo de problemas (a par da cultura de «anti-autoridade» e do «materialismo consumista» que se instalaram nas nossas sociedades). Porque, muito simplesmente, de todos os tabus que nos são hoje impostos, a benignidade da imigração é o maior de todos, o mais sagrado dos cânones.

E a ladainha acaba por ser sempre a mesma, desculpar os criminosos, transformando-os em inimputáveis vítimas. Porque aquela escumalha, incapaz de respeitar a cultura e o povo que lhes permitiu fugir do pardieiro que são as suas sociedades de origem, aqueles bandos de vagabundos, parasitas e delinquentes, que odeiam trabalhar, mas que adoram exibir-se com roupas de marca, que têm casas praticamente gratuitas e dinheiro para terem armas, são meros injustiçados, coitadinhos, de um «sistema opressor». O único «crime» que eles cometeram foi serem «pobres e excluídos», e aqueles motins são apenas a expressão da sua «revolta social», percebem?

Sim, porque antigamente, quando os nossos avós trabalhavam nos campos e nas cidades, trabalhos duros de manhã ao anoitecer, muitas vezes descalços e a passarem fome, antigamente não havia «pobres e excluídos», não poderia haver, evidentemente, uma vez que hoje sabemos bem qual é o resultado da natural expressão da «revolta social» dessas pessoas: carros incendiados, lojas pilhadas, bombeiros apedrejados e polícias debaixo de fogo.

A solução? Os órgãos políticos e jornalísticos estão fartos de a apontar: «integração e requalificação». Os trabalhadores europeus que a paguem, claro… porque esses, que estão endividados perante os Bancos para conseguirem pagar uma casa, que se sacrificam das 8.00h da manhã às 20.00h da noite num trabalho de que não gostam, que não têm dinheiro para comprar roupas de marca, que não almoçam para os filhos o poderem fazer, é a esses que cabe a responsabilidade de darem ainda mais dinheiro do seu trabalho ao «Estado» e aos seus funcionários com cunha partidária, para que estes possam com isso e através das suas comissões, associações, fundações, repartições, e sabe-se lá mais o quê, «integrar e requalificar» as valorosas e enriquecedoras «minorias étnicas».

Criminalidade e Imigração

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Um estudo estatístico feito pela Polícia Judiciária de Lisboa na sua área de jurisdição concluiu que 40,5% dos homicídios são cometidos por imigrantes(*)! 40,5%, repetimos…

A ligação entre a imigração por um lado e a insegurança, a criminalidade ou a conflitualidade social por outro, tem vindo a ser denunciada por todos aqueles a quem ainda vai restando coragem, inteligência e liberdade de pensamento nesta distopia demencial do politicamente correcto em que vivemos…e tem também vindo a ser constantemente escondida e negada pelos poderosos lóbis pró-imigração, que são os que têm voz pública.

Trata-se, pois, de uma estrondosa chapada na cara desses esbirros ditatoriais que têm pressionado os jornais a não publicar a “cor” ou a “origem” do crime, para melhor poderem manipular a população com a sua propaganda…e geralmente com sucesso, diga-se.

Contudo, aquelas estatísticas ainda conseguem ser mais gravosas do que aparentam numa primeira leitura. E isto porque, devido à adulteração da lei da nacionalidade – com a passagem progressiva do direito de sangue para o direito de solo – e com a crescente e escandalosa facilitação na atribuição administrativa da nacionalidade, muitos criminosos de origem ou ascendência estrangeira têm agora passaporte português (ficando, por isso, fora daqueles números).

Para que fosse possível analisar plenamente esta problemática seria também necessário que fossem disponibilizadas estatísticas sobre a origem dessa imigração criminosa, porque também nisto existem diferenças; há imigração e imigração…isto é, os riscos, problemas e potencialidades variam de acordo com os povos de onde ela provém.

A relação entre a imigração e a criminalidade é para mim um factor “secundário”. Oponho-me à imigração em defesa da preservação da identidade do meu povo, não da minha segurança pessoal. Portanto, mesmo se a imigração não fosse causadora de insegurança, a minha oposição ao fenómeno manter-se-ia inalterável: é uma oposição de princípios, isto é, do campo ético e não do campo utilitário. E o mesmo vale para os debates sobre os benefícios e prejuízos económicos do fenómeno…a nação é um “valor mais alto”, não é uma empreitada mercantil, leiloada à melhor oferta.

Esclarecido isso, que é um ponto importante, a verdade é que se a imigração é em si um fenómeno nocivo para a identidade nacional, as suas consequências negativas para a segurança individual dos nacionais ainda agravam mais a sua perversidade. Todas as comunidades têm indivíduos que não prestam, e esses são um problema seu, o que não é admissível é que, adicionalmente, importem maus elementos do estrangeiro, e muito menos colocando em risco a própria vida dos seus cidadãos!

Perante estes factos há duas correntes de opinião:

A primeira será a nossa, continuaremos, até que nos forcem ao silêncio, a denunciar a perniciosidade da imigração para a nação – entendida como comunidade de origem e destino histórico – cujas características pretendemos defender e legar aos nossos descendentes, bem como a sua perniciosidade para a vida quotidiana dos nossos compatriotas. A resolução do problema passa, neste caso, por parar esses fluxos migratórios e incentivar um processo de repatriamento faseado e responsável. Tudo isto acompanhado por uma reversão da lei de nacionalidade em direcção ao direito de sangue.

Para o segundo grupo, constituído por governantes e comissões, partidos e associações, lóbis financeiros e órgãos de comunicação social, intelectuais e fazedores de opinião, a imigração é intocável.

Porque:

a) A sua recusa coloca em causa demasiados interesses económicos e crenças ideológicas;
b) A identidade nacional não existe ou não interessa;
c) A relação entre a imigração e os fenómenos de criminalidade e instabilidade resolve-se através de políticas de “integração” feitas à custa das oportunidades e dos salários dos trabalhadores nacionais e pela crescente falta de exigência nos critérios e processos de atribuição da nacionalidade. Logicamente, à medida que os imigrantes forem acedendo à nacionalidade, diminui a probabilidade dos crimes serem cometidos por quem não possua passaporte nacional.

O que lhes interessa a criminalidade se puderem aumentar os seus lucros, se puderem continuar abraçados às suas utopias políticas, se conseguirem manipular as estatísticas?

(*)Estrangeiros matam em Portugal

cui bono

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O mais recente estudo da Fundación de las Cajas de Ahorros sobre a imigração traz, apesar da sua recorrente simpatia para com o fenómeno, uma conclusão que nos merece destaque – não porque difira do que vimos afirmando há anos, mas porque no actual estado de manipulação dos povos europeus salientar a verdade é um imperativo ético:

– A imigração permite um ajustamento económico pela via dos preços, fruto do estado de concorrência a que ficam sujeitos os trabalhadores mais pobres face aos imigrantes. Dito de outro modo, a imigração permite o controlo das reivindicações salariais dos trabalhadores nacionais menos qualificados e funciona, portanto, como alavanca de um modelo económico assente na contenção salarial.

Há uma fina ironia nisto: A esquerda, que é a grande defensora ideológica da imigração terceiro-mundista para a Europa, pretende, ao mesmo tempo, apresentar-se como campeã dos direitos dos trabalhadores nacionais, os mesmos que as suas posições imigracionistas têm prejudicado!

O crepúsculo da raça branca

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Bonnal Nicolas no Les 4 Vérités.

Podemos dizer que os financeiros que tomaram na mão o nosso destino, desgraçadamente à época de Reagan e Tatcher, atingiram um objectivo que a União Soviética não podia projectar: a destruição do nosso tecido industrial (os EUA são mesmo importadores de alimentos, agora). E foi mesmo Paul Samuelson, prémio Nobel da economia, que evocou recentemente Frankenstein a propósito dos nossos produtos financeiros, os chamados derivados. Fomos também arruinados, nós os Brancos, pelo nosso mercado imobiliário, do qual ainda não acabámos de pagar o preço, de Madrid a Miami, de Londres a Marselha. Esta ganância de vistas curtas revela também um declínio intelectual profundo, um rebaixamento do raciocínio.

Esta intoxicação financeira veio ao mesmo tempo que a invasão terceiro-mundista, ao início dos anos 80. Há trinta milhões de afro-islamistas na Europa. E hoje em dia qualquer país islâmico, como a Líbia ou a Argélia, pode esbofetear-nos no plano diplomático sem que reajamos. Esse é também o caso do Chade, o que pode parecer quase uma palhaçada ou um pesadelo, dada a nulidade de tal Estado.

Os dois grandes blocos ocidentais, que correspondiam ao espraiamento da raça branca, estão em vias de pulverização. A Europa conheceu uma imigração africana e islâmica enorme desde há 30 anos, e a América do Norte foi invadida por asiáticos, hispânicos e mesmo africanos (para o “New York Times”, chegaram mais deles em 10 anos do que em dois séculos de escravatura).

O mais exasperante é que a culpabilização prossegue. De cada vez o discurso reactivo é o mesmo: culpa-se o Branco de racismo, e somente o Branco (é possivelmente a prova da sua superioridade, uma homenagem do vício à virtude…). Quando o Zimbabué massacra os fazendeiros brancos que alimentavam a saudosa Rodésia, está muito bem; quando num subúrbio afro-islâmico matam, roubam e incendeiam, está novamente muito bem, e são os polícias brancos que para lá enviámos para se deixarem matar sem armas que são perseguidos. Quando um Branco reage, está muito mal. E quando evocamos o nosso crepúsculo, demográfico ou outro, está muito mal. Os russos só têm que se mentalizar, visto que a Sibéria está prometida aos chineses, não é?

É espantoso constatar que, como dizia acima, tudo começou por uma destruição da cultura, destruição que pôde disseminar a sua nocividade de uma forma sistemática desde os anos cinquenta. Quando comparamos a nossa literatura com a de há um século atrás, o cinema americano, sueco, italiano ao de há cinquenta anos, não podemos deixar de ficar aterrorizados. Mesmo a cultura pop ou rock evaporou-se. E os marxistas que nos prometiam a vitória das infra-estruturas sobre as super-estruturas podem esfregar as mãos. Porque, como haviam bem visto George Steiner ou Allan Bloom, hoje Finkielkraut, foram eles que destruíram a nossa cultura, em 90% dos casos. Os 10% restantes foram obra de uma classe política cobarde e irresponsável que se entrega à luxúria, em Louxor ou noutro lado.

Não sei se nos levantaremos da nossa ruína intelectual, imobiliária ou industrial, se teremos um chefe de Estado ocidental capaz de nos salvar. As próximas eleições americanas serão fatídicas; e dar-se-ão então os anos decisivos que anunciava Spengler: Deixar-nos-emos destruir ou reagiremos?

O inexorável suicídio da Europa

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Texto publicado no Les 4 Vérités e da autoria de Christian Lambert, antigo embaixador francês.

Bruxelas admite oficialmente que entram na União Europeia, em cada ano, cerca de 550 000 imigrantes provenientes de África, do Médio Oriente e da China, mais os sul-americanos. Na realidade são o dobro, ou seja, mais de um milhão.

Vamos analisá-lo brevemente país por país.

Actualmente a Itália leva o prémio. Para que o soubéssemos foi necessário que um cigano tivesse agredido, violado e morto uma jovem italiana. Roma viu-se então obrigada a revelar que a Itália, um país ainda pior governado do que a França, o que não é dizer pouco, conta agora com 3,7 milhões de imigrantes, números oficiais, que 700 000 recém-chegados foram registrados em 2006 e que 560 000 ciganos ali se fixaram. Mais de 100 000 dentre eles chegaram depois do 1º de Janeiro de 2007, portanto em dez meses. Mais de 50% da delinquência em Itália é da responsabilidade destes «romenos». Ademais, entram em Itália por ano, via Ilha de Lampedusa, cerca de 60 000 imigrantes provenientes da Tunísia e da Líbia, onde o coronel Kadhafi reconhece que o seu país está invadido por «sub-saharianos» à espera de entrar na Europa e que acabarão por aqui chegar. De modo geral, é fácil penetrar na Europa pela Itália onde a Administração é laxista.

Na Grécia é pior e Chipre é uma das grandes portas de penetração na Europa.

Em França nada mudou. Podemos considerar que continuam a entrar no país 350 000 novos imigrantes por ano, 70% provenientes de África. O número de vistos concedidos não diminuiu. É sempre mais de 2 milhões – 2 038 000 em 2006 – o que prova que a luta contra a imigração é, como o resto, puramente verbal.

A este propósito, noto de passagem que a comarca de Aulnay-sous-Bois, em Seine-Saint-Denis, acaba de conhecer quatro dias e noites de combates de rua entre bandos de «afro-magrebinos» e as forças da ordem, segundo a própria imprensa. Em Villiers-le-Bel, Val d’Oise, é ainda mais grave. A polícia, atacada a tiro, revelou-se impotente. Estes motins, para serem controlados, exigem já unidades militares especializadas no combate de rua, sobretudo desde que se acumulam nos subúrbios stocks de armas vindos dos Balcãs.

Na Alemanha encontram-se 4 milhões de turcos, com novas chegadas todos os dias. Um alemão confiou-me que os turcos islamistas se sentiam muito mais à vontade para praticar e exercer as suas actividades na Alemanha do que na própria Turquia muçulmana!

Na Grã-Bretanha 50 poderosas associações muçulmanas controlam milhões de fiéis, maioritariamente paquistaneses. Encontramos agora no Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte, sob o sorriso de sua graciosa Majestade muito cristã, escolas corânicas onde as crianças podem ser recrutadas para fazerem de kamikazes com carros armadilhados.

Em Espanha, o sul está invadido por vários milhões de muçulmanos de origem magrebina. A Reconquista anunciada da Andaluzia pela Al-Qaida está no bom caminho. E depois, pelas Canárias chegam por ano cerca de 50 000 africanos vindos do Senegal e do Mali que são reconfortados, tratados, alimentados e transportados para o continente, onde recebem papéis e dinheiro, o que permite a muitos dirigirem-se para França, rumo a Montreuil.

Na Holanda, onde vivem numerosos magrebinos, antilhenses e indonésios muçulmanos, os problemas graves multiplicam-se, a imprensa escreve que a situação é «à francesa», ou seja, lojas pilhadas, carros incendiados, confrontos violentos com as forças da ordem.

A Escandinávia não está excluída, observamos que a Noruega, para acompanhar os tempos modernos, descobriu e recrutou, como ministra do seu governo, uma negra, francófona e originária da Martinica.

Acrescento que não há nenhuma politica comum europeia de imigração. A Espanha e a Itália regularizaram milhões de clandestinos – formidável incentivo para os restantes – sem mesmo informarem os seus vizinhos.

Pelo contrário, nos países de Leste nada de imigrantes. Porquê? Porque os países de Leste, que sofreram o comunismo e que por isso são menos desenvolvidos, não distribuem subsídios, alojamentos, saúde e ensino gratuitos.

Alguns dizem que não se deve dramatizar. As grandes invasões do século IV ao VII não acabaram por se resolver? Grande ignorância. É preciso saber, de facto, que estas invasões não tiveram mais que um efeito limitado sobre a população da França nascente. Na realidade, geralmente os bandos de invasores, os saqueadores, não contavam com mais que uns milhares de indivíduos que não se fixaram em França, com excepção dos francos a leste. De resto, muito rapidamente, estes bárbaros converteram-se ao cristianismo, mais exactamente ao arianismo.

É verdade que, à época, a monarquia não distribuía a estes bárbaros subsídios e ajudas de todos os tipos, declarando: « vocês são uma mais-valia para o país. Venham massivamente para junto de nós trazendo as vossas grandes e belas famílias». À época ainda tínhamos bom-senso.

E agora, o que se vai passar? No curto e médio prazo a vaga de imigração vai continuar. Os problemas, que nunca foram tão grandes, vão continuar a estender-se e agravar-se, e no longo prazo, a Europa, que criou a mais bela civilização da humanidade, desaparecerá.

A verdade liberta

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(…) É talvez possível fazer as pessoas acreditarem em algo que é repetido frequentemente. O que não é possível é transformar algo que é falso numa verdade. E as afirmações do Governo sobre os benefícios económicos da imigração são falsas. Enquanto professor de economia examinei vários estudos sérios sobre os efeitos económicos da imigração.

Não há qualquer evidência, de nenhum deles, de que a imigração maciça gera grandes benefícios económicos para a existente população, como um todo. Pelo contrário, toda a pesquisa sugere que os benefícios ou são próximos de zero ou que os impactos são negativos.

A imigração não pode resolver a crise das pensões, nem resolver os problemas de uma população em envelhecimento, como os seus advogados tão frequentemente afirmam. Pode, no máximo, adiar a resolução do problema, porque, evidentemente, os imigrantes também envelhecem e precisam de pensões.

A injecção de largos números de imigrantes desqualificados na economia não beneficia o grosso da população de nenhum modo significativo. Beneficia as classes que têm amas e criadas, beneficia os empregadores que querem pagar salários baixos, mas não beneficia os trabalhadores nacionais pouco qualificados, que têm de competir com imigrantes dispostos a trabalharem arduamente por salários muito baixos, em condições desagradáveis.

Para os nacionais pouco qualificados resulta que só há duas opções: salários muito baixos ou desemprego. A economia torna-se dependente de um influxo constante de imigrantes dispostos a aceitar baixas remunerações e más condições de trabalho. É isso que os governantes querem dizer quando insistem que “alguns sectores baqueariam sem imigrantes”.

É bizarro que os partidos de esquerda, que continuam a insistir que são os partidos dos pobres e dos oprimidos, assumam uma política cujo propósito é a criação do que Marx chamou “exército industrial de reserva”: um conjunto de trabalhadores cuja presença assegura que as taxas salariais dos trabalhos menos qualificados possam ser mantidas o mais baixas possível.

Imigrantes altamente qualificados – médicos, cientistas, advogados, contabilistas, até desportistas profissionais – podem oferecer benefícios económicos ao todo social. As suas aptidões podem gerar riqueza, e pagam muito mais em impostos do que recebem em benefícios sociais do Estado. Mas a maioria dos imigrantes que chega de fora da U.E., e que contam ficar por cá permanentemente, não são altamente qualificados. Alguns não têm qualificações algumas.(…)

Os imigrantes não qualificados e as suas famílias são frequentemente receptores líquidos de impostos: as suas crianças são educadas em escolas públicas, são assistidos pelo sistema nacional de saúde, e beneficiam de subsídios quando não arranjam emprego. Os recém-chegados colocam uma pressão significativa no mercado habitacional e na provisão de serviços públicos nos bairros onde vivem os novos imigrantes: escolas e hospitais tornam-se congestionados e a habitação subsidiada pelo Estado torna-se mais difícil de obter.

Os sítios onde a maioria dos imigrantes consegue viver são geralmente já pobres: são forçados a congregar-se naquelas áreas onde a população nacional é já desfavorecida. Estas não são, é claro, as áreas em que os governantes e as classes que empregam amas e criadas escolhem comprar as suas casas. Isto pode explicar por que razão não parecem importar-se com o que ali acontece.(…)

O problema de fundo é que o Governo abraçou uma política que irá mudar completamente a natureza das comunidades em que vivemos sem que tenha consultado algum de nós.(…)

Tradução livre de um original do professor de Economia Robert Rowthorn, da Universidade de Cambridge, no The Daily Telegraph de 2/7/2006. Optei por não traduzir as partes que diziam exclusivamente respeito à realidade britânica assim como foram adaptadas, por abstracção, algumas expressões e referências que, sendo próprias dessa realidade, serviam para retratar processos que não lhe são exclusivos.