Categoria: Sistema

A CIA financiou a divulgação da arte abstracta

(o quadro sobre o qual escrevemos a pertinente pergunta é do “artista” Robert Motherwell, intitulado “two figures”, de 1958)

Durante anos o expressionismo abstracto foi exclusivamente visto como uma emanação do esquerdismo burguês, a arte da “nova esquerda”, com a sua promoção do disforme, do relativismo estético, contrapondo-se à tensão superadora e transcendente da arte clássica. Muitas vezes, aliás, denunciada como uma das vanguardas culturais de demolição do gosto e dos valores tradicionais das sociedades europeias.

A CIA vem agora admitir que foi a grande promotora da divulgação no Ocidente desse tipo de “arte”. Nelson Rockefeller, que foi um dos grandes financiadores dessa divulgação, considerou mesmo a arte moderna abstracta a expressão cultural da sociedade capitalista livre.

Cada um que retire as suas conclusões, sobre os Estados Unidos, os seus serviços secretos, o seu modelo social capitalista e a pretensa defesa do ocidente que levaram (e levam) a cabo durante as suas guerras…

Quem é que está a matar a sociedade ocidental?

Distopia diária

(Ideia e imagem retiradas do último número da revista Adbusters)

O consumo como acção política

(Patrick McGrath Muñiz, Consumerist Gluttony)

Sucede por vezes nos movimentos de aspiração revolucionária (no sentido em que ambicionem alterações de paradigma político) haver uma vontade de apresentar grandes estratégias teóricas de transmutação da sociedade, uma espécie de grande plano com as diversas etapas que conduzirão à mudança e a chegar a um objectivo completamente claro e pré-fixado. Ora, a comum incapacidade de formular esse grande plano teórico, ou aplicá-lo, a aparente inexistência de resultados visíveis, ou a incapacidade de pré-determinar concretamente qual o estado de coisas a que se pretende chegar no final, conduzem muitas vezes à desmotivação e à sensação de que, na realidade, nada pode ser feito, nada mudará verdadeiramente…a isso segue-se a resignação…e é precisamente esse estado de resignação, de “rendição”, em que, não os podendo bater nos juntamos, mesmo se contrariados, a eles, que faz com que as grande mudanças fracassem e os resultados, efectivamente, não surjam.

No fundo é preciso perceber que as grandes mudanças são uma sequência de pequenas alterações muito pouco visíveis. Mas, a dado momento, a soma dessas pequenas alterações, que de início são quase invisíveis, acabará por originar uma mudança abrupta que raramente é antecipada. Parece que surge de repente mas nunca assim é…quem não percebe isto tende a achar que as revoluções são preparadas através de um guião que elenca passo a passo as diferentes fases de acção até chegar a um objectivo perfeitamente pré-delineado.

Assim, um dos grandes erros estratégicos frequentemente cometido por quem se dispõe a combater contra um dado sistema de valores dominante é “querer correr sem antes ter começado a andar”. O fundamental não é conseguir identificar tudo o que está mal e ter as soluções para todos os problemas delineando de uma ponta a outra todo um novo modelo de sociedade mas sim focar a acção nas pequenas alterações, combatendo aqueles pontos nocivos e concretos que conseguimos visualizar e com que nos deparamos no quotidiano e que podem ser mais ou menos atingidos pela nossa actuação, porque muitos a contribuírem para pequenas mudanças geram uma grande transformação no final.

Um exemplo concreto é aquilo que consumimos, ou como consumimos. Todos nós temos, dentro de um certo limite, a capacidade de decidir o que consumir. Esta decisão sobre o consumo tem o potencial de ser um enorme acto revolucionário, e um em que todos podem participar. A soma dessas pequenas decisões e participações pode levar a alterações profundas.

Todos os que combatem contra o modelo de sociedade dominado pelos interesses económicos e caracterizado pela destruição identitária e uniformização cultural do mundo devem ter presente que esse sistema societário actual tem no capitalismo globalizado das grandes marcas ou corporações a sua vanguarda ofensiva.

Assim, a estratégia passa por atacar os pilares da sociedade de consumo…

Uma grande parte do que as pessoas são levadas a consumir não lhes é necessário ou acaba por ser redundante:

– Consumir menos e ter sempre presente a influência da publicidade na incitação sub-reptícia ao consumo. Antes de consumir perguntarmo-nos se precisamos realmente do que vamos comprar. É preciso aprender a resistir à manipulação das mentes através da publicidade e propaganda!

Quando decididos a consumir fazer escolhas conscientes:

– Combater as grandes marcas. Evitar consumir nas grandes corporações multinacionais, almoçar um bife num café em vez de ir ao McDonald’s, beber água em vez de pagar Coca-Cola, não comprar uns ténis de corrida à Adidas ou à Nike, tentar comprar no pequeno comércio em vez de nas grandes superfícies, etc.

Se há algum produto de que gostamos particularmente que seja produzido por uma dessas empresas iconográficas da globalização, pois bem, há de certeza outras de cujos produtos conseguimos prescindir.

Preferir a produção nacional:

– Quando consumir tentar sempre optar por produtos produzidos em Portugal, isso não só reforça o emprego nacional como fere o modelo de produção globalizado. Na impossibilidade de comprar nacional consumir produtos de países que consumam o que produzimos.

Boicotes ideológicos:

– Ter presente que algumas empresas apoiam ou financiam ideias, campanhas e organizações que se opõem ao que defendemos. Boicotar os produtos dessas empresas. Ter presente que alguns Estados nacionais representam a antítese daquilo que defendemos e praticam actos que consideramos injustos. Boicotar o consumo da sua produção.

Temos, evidentemente consciência de que muitas vezes estas opções são limitadas pela capacidade financeira das pessoas e que, em muitos casos, o preço mais baixo que as grandes corporações praticam é um factor de decisão fulcral, ou mesmo o único. Mas nem sempre é assim, há quem, de facto, tenha rendimento que permite fazer escolhas, e há produtos em que a diferença de preço é inexistente ou insignificante. E depois basta ter consciência de que se não for possível fazer estas escolhas sempre, fazê-las de quando em vez, quando surge a oportunidade, significa contribuir para uma pequenina mudança, e se todos fizerem uma pequenina mudança…grandes mudanças surgirão.

Isto é também lutar pela nossa liberdade, a de hoje e de amanhã, porque à medida que mais e mais pessoas reforçam o consumo das grandes marcas maior é a capacidade dessas marcas estrangularem concorrencialmente os pequenos proprietários, e isso significa que também nós e os nossos descendentes veremos crescentemente negada a possibilidade de podermos ser pequenos proprietários, caminharemos progressivamente para um mundo em que todos seremos funcionários, serviçais de corporações megalómanas e minorias riquíssimas que mandarão sobre os povos e os seus Estados nacionais.

A questão é portanto ter presente que o consumo pode ser um acto tão ou mais político do que qualquer divagação teórica-doutrinária sobre grandes mudanças sociais. Consumir conscientemente e não instintivamente, como activistas políticos, eis o desafio que a Revolução nos lança…

classe pulhítica

“A classe política repete que a política não deve exercer funções económicas mas apenas criar um marco de condições apropriadas para que se desenvolva uma boa economia. E se reformulássemos invertendo a ideia? Diríamos: a economia não deve fazer política mas apenas criar um marco de condições apropriadas para que a política alcance as suas melhores metas: autarcia, soberania, justiça social.

Uma e outra tese são, em si mesmas, imagináveis. Estranhamente a segunda jamais foi pronunciada por um representante da classe política. Porquê? Falta de imaginação? Ou definir-se-á essa classe política como delegação do poder económico ante a massa eleitoral?”

Carlos Dufour

A desconstrução da Europa através da Escola de Frankfurt

«(…)O fim é o mesmo por todo o lado: a destruição dos povos europeus (ou de origem europeia), rebaixados pela imigração, o multiculturalismo, a mestiçagem, os direitos gay, o casamento gay, a família monoparental, as quotas, os manuais escolares.

Mas o que é este marxismo cultural, ou desconstrucionismo, mais conhecido pelo nome de “Politicamente Correcto”?

Constata-se que, após a falência das revoluções bolcheviques na Europa Ocidental (precisamente onde Marx havia previsto que teria lugar a revolução comunista) intelectuais marxistas internacionais formam em 1923 aquilo que se passou a chamar a Escola de Frankfurt, afim de estudar as causas do falhanço das revoluções trotskistas-leninistas nestes países. Essa “Escola” reuniu filósofos sociais universitários como Horkheimer, Wiesengrund-Adorno, Marcuse, Benjamin, Fromm, Pollock, Neumann, Wieggersrhaus, seguidos por Habermas, Gramsci, Lukacs…assistidos por Sigmund Freud.

As suas conclusões foram que a doutrina marxista não estava em causa mas que os povos imaturos não estavam receptivos. Era portanto necessário mudar os povos. Foi esse o objectivo do que chamaram marxismo cultural, ou desconstrucionismo, ditadura do pensamento que governa as democracias ocidentais depois dos anos 60.

A partir do momento em que as palavras se tornaram armas tornou-se imperativo ganhar o controlo dos Media e da Indústria Cultural. Isso foi feito. Podia-se, doravante, dar forma ao pensamento dos povos, promover a fragmentação da sociedade em minorias, religiosas, raciais, sexuais, e conduzir essas minorias contra a maioria tradicional que não tinha outra escolha do que calar-se.

Ao menor desvio de linguagem e o terrorismo de pensamento coloca-vos diante dos tribunais, brandindo até mais não os clichés gastos do anti-semitismo, da xenofobia, do racismo, da islamofobia, do fascismo, da homofobia, do nazismo, do fedor nauseabundo, das horas mais sombrias, etc. Idem nos Estados-Unidos: fascista, anti-semita, racista, nazi, preconceituoso, ignorante, ofensivo, ódio…

Assim se instalou a tirania das minorias sobre a maioria tradicional, preliminar à destruição da substância dos povos do Ocidente.

É este mesmo terrorismo que sai em defesa de Mitterrand, Cohn-Bendit (o líder estudantil do Maio de 68), Polanski (o director de cinema), autores de actos pedófilos admitidos, mas que monta cabalas tão ignóbeis quanto infundadas contra Pio XII, ou Bento XVI, sendo Roma o símbolo odiado do Império Cristão do Ocidente.

Assim, de Los Angeles a Varsóvia, os Media servis minam as nossas civilizações com vista ao estabelecimento de uma Ordem Nova, com “Jerusalém capital planetária de um governo mundial”, como sugere Jacques Attali.

Dos dois lados do Atlântico somente alguns “menires” resistem contra ventos e marés às campanhas de desinformação, de difamação e de diabolização de que são objecto.

Efabulações, paranóia, teoria da conspiração, tudo isso dirão. Alguns escritos dos mentores da Escola de Frankfurt esclarecer-vos-ão:

Herbert Marcuse: “ Foi o povo que não cumpriu o papel que lhe havia sido reservado pela teoria revolucionária…colocado diante da possibilidade da revolução, o povo preferiu desviar-se aderindo profundamente às instituições principais que definiam a civilização ocidental…uma consciência não revolucionária – ou talvez mais anti-revolucionária – prevalece na maioria da classe operária, e isso salta à vista”

E o mesmo Marcuse continua:” É preciso preferir a ditadura dos intelectuais ao poder de um povo ainda imperfeito.[…] É necessário, para uma sociedade civilizada, que gentes educadas disponham de prerrogativas politicas para combater os sentimentos, as atitudes e os conceitos das massas não educadas”

Gramsci:” Os trabalhadores nunca conseguirão ver os seus verdadeiros interesses de classe até serem libertados da cultura ocidental, e particularmente da religião cristã”

Georg Lukacs:” Quem nos salvará da Civilização Ocidental?”

É essa a doutrina que chamaram “Marxismo Cultural”, ou desconstrucionismo. Mais conhecido sob o nome de Politicamente Correcto: Morte ao Populismo, Morte ao Povo!»

Clovis, Novopress

A maçonaria, os partidos, a filosofia na alcova e a continuada prostituição do Estado português

Mais um exemplo da apregoada ética maçónica, republicana e socialista e do tráfico de influências sobre as instituições do Estado português, no caso os serviços secretos. Edificante, sem dúvida. Reportagem da Revista Sábado, de 22-07-2010:

«Até 11 de Maio do ano passado,C. P. (que a SÁBADO identifica apenas pelas iniciais por razões de segurança) era apenas mais uma assessora de nível III, escalão I (o mais baixo da função pública), do grupo parlamentar do Partido Socialista. A militante do PS, que integrou a lista de António Costa às eleições autárquicas de 2007, exerce agora funções bem diferentes do trabalho de secretariado técnico-partidário. Entrou no mundo da espionagem portuguesa e foi colocada como técnica superior no departamento das Operações do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED).A SÁBADO tentou contactar por telefone e email quer a nova espia quer o director do SIED, Jorge Silva Carvalho, mas não obteve resposta até ao fecho desta edição.

Fontes dos serviços secretos portugueses adiantaram à SÁBADO que a entrada de C. P. é vista internamente como “uma das muitas cunhas que nos últimos dois anos levaram à entrada de dezenas de elementos no SIED, a secreta que actua no exterior, mas também no Serviço de Informações e Segurança (SIS) e no próprio órgão coordenador do Sistema de Informações da República Portuguesa (SIRP). ” As cunhas vêm de todo o lado, inclusive de gente ligada à maçonaria e a partidos políticos”, revela a mesma fonte.

A ligação de C.P. ao PS não poderia ser mais evidente. Licenciada em História pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, onde chegou a colaborar como conferencista em 2003, quando concluiu a tese de mestrado em História das Civilizações Pré-Clássicas sobre o tema “A mulher e o amor no Egipto Antigo”, C. P. fez carreira no grupo parlamentar do PS antes e depois de se casar com o ex-líder da bancada socialista, António Reis, que foi deputado do PS entre 1995 e 2002.

Foi precisamente devido à influência do então marido, que ainda hoje é grão-mestre do Grande Oriente Lusitano (GOL), a mais importante corrente maçónica portuguesa, que C. P. foi também iniciada como aprendiz. A entrada na maçonaria aconteceu há pouco mais de dois anos na Grande Loja Feminina de Portugal, a irmandade que diz congregar cerca de 300 irmãs e que foi criada na esfera de influência do GOL para integrar as mulheres que não podem pertencer às lojas do Grande Oriente.

EM 2008, C. P. integrou a lista A do também maçon do GOL que ganhou a concelhia do PS de Lisboa, o deputado socialista Miguel Coelho. O lema da candidatura foi “Por urn partido de militantes” e C. P. ficou ao lado de socialistas como Marcos Perestrello, actual secretário de Estado da Defesa, Vasco Franco, hoje secretário de Estado da Protecção Civil, e a deputada Maria de Belém Roseira. Hoje, C.P. é uma das operacionais mais próximas do também maçon regular Jorge Silva Carvalho – Que dirige há dois anos o SIED, cujo passado tem sido fértil em alegadas purgas de operacionais e demissões de direcções.

Um clima que, segundo as fontes da SÁBADO retornou em força à secreta, com as sucessivas entradas de novos espiões e novas nomeações para cargos de chefia. Um outro exemplo é a recente subida do ex-chefe do departamento África, João Bicho, a novo director adjunto do serviço. Foi uma escolha pessoal de Jorge Silva Carvalho para substituir Helena Furtado de Paiva, que já regressou ao Ministério dos Negócios Estrangeiros. “Houve urna renovação gigantesca dos quadros e subidas vertiginosas de quadros sem a mínima experiência”, refere uma fonte, que denuncia “o clima de alta tensão” que já envolverá conversas de corredores sobre “a necessidade de criar sindicatos nos serviços”.»

O que eles fizeram aos nossos povos…

«Não somos nada; na verdade, aos horrores do século XX, as nossas democracias responderam com a “religião da humanidade”, ou seja, pela universalização da ideia do semelhante e pela condenação de tudo o que divide ou separa os homens (…) Isso significou que, para não mais excluir ninguém, a Europa teve de se desfazer de si mesma, “desoriginar-se”, não guardar nada mais das suas origens do que o universalismo dos direitos do homem. Esse é o segredo da Europa. Nós não somos nada.»

Alain Finkielkraut, em entrevista ao Le Monde, 11 e 12 de Novembro de 2007

Quando os oiço falar em democracia lembro-me do Quino…

Uma sociedade para consumidores de publicidade